Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos – – –
Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima – – –
Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE – – –
STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo – – –
TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes – – –
Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos – – –
TSE informa, em nota, que não determinará a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar – – –
Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (23) – – –
TRF3 e Mackenzie lançam plataforma para localizar intérpretes forenses – – –
Congressistas dos EUA querem reunião hoje com Meta para cobrar explicações sobre eleições no Brasil – – –

STF julgará marco temporal em sessão presencial em meio a embate com o Senado

Há 11 meses
Atualizado quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu adiar o julgamento das ações que discutem a validade do marco temporal para a demarcação de terras indígenas. A análise, antes marcada para ocorrer em ambiente virtual nesta sexta-feira (5), será feita em sessão presencial, prevista para a próxima semana.

A mudança ocorre em meio a um momento delicado nas relações entre o STF e o Senado, especialmente após decisão do ministro Gilmar Mendes que endureceu as regras para o impeachment de ministros da Corte. Gilmar também é o relator das ações sobre o marco temporal.

Decisão ocorre em meio a pressão política do Senado

A alteração na forma de julgamento veio logo após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizar o avanço da proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece o marco temporal. A proposta reacende o debate sobre os critérios para a demarcação de terras indígenas.

Segundo interlocutores próximos a Gilmar Mendes, a mudança para julgamento presencial não teria relação direta com a movimentação do Senado. A explicação oficial é que o novo formato permitirá que as partes envolvidas e terceiros interessados apresentem suas sustentações orais de forma presencial.

Ações foram ajuizadas por partidos da base do agronegócio

As ações no STF foram apresentadas pelos partidos PP, PL e Republicanos. Eles pedem que a Corte reconheça a constitucionalidade da Lei 14.701/2023, que institui a tese do marco temporal.

Pela tese, só podem ser demarcadas terras ocupadas por indígenas em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. Em setembro de 2023, o STF considerou essa tese inconstitucional, mas o Congresso reagiu aprovando a lei que tenta restabelecê-la.

Gilmar deve considerar acordo negociado no próprio STF

O voto de Gilmar Mendes deverá considerar uma proposta de consenso construída no âmbito do próprio Supremo. A partir de 23 audiências, foi elaborada uma minuta conjunta com pontos de convergência entre indígenas, ruralistas, representantes do Congresso e do governo federal.

Entre os itens consensuais estão a possibilidade de exploração econômica sustentável em terras indígenas, o aprimoramento dos processos de demarcação e o pagamento de indenizações a ocupantes não indígenas. Questões sensíveis, como a mineração nessas áreas, foram deixadas de fora do acordo.

Senado volta a pressionar com PEC mesmo após tentativa de consenso

Relator da PEC do marco temporal, o senador Esperidião Amin (PP-SC) criticou o engavetamento da proposta por Davi Alcolumbre. Segundo Amin, a proposta foi congelada justamente em respeito à tentativa de acordo conduzida por Gilmar Mendes no STF.

Agora, com o clima mais acirrado, Alcolumbre mudou de tom e defendeu que a PEC volte à pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Ele pediu apoio dos líderes partidários para viabilizar um calendário especial de tramitação, o que permitiria levar o texto diretamente ao plenário.

“Eu acho que a gente já debateu muito esse assunto e está na hora de a gente definir a deliberação no plenário da CCJ”, afirmou Alcolumbre. Ele sugeriu inclusive o recolhimento de assinaturas para acelerar o processo legislativo.

Disputa institucional ganha novos capítulos

O novo capítulo do embate entre Congresso e STF ocorre em um contexto de tensão crescente entre os Poderes. A judicialização do marco temporal reflete o impasse político e jurídico sobre os direitos indígenas e os interesses do agronegócio, que formam a base de sustentação de grande parte do Legislativo.

O julgamento presencial no STF deve reacender o debate em todo o país. A decisão da Corte terá impacto direto não apenas sobre a constitucionalidade da lei, mas também sobre o destino de centenas de processos de demarcação de terras atualmente em curso.

Autor

Leia mais

Ministro André Mendonça, do TSE

Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos

Há 21 horas
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima

Há 22 horas

Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE

Há 22 horas

STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo

Há 23 horas
Trecho da construção da Ferrovia Transnordestina

TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes

Há 23 horas

Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos

Há 24 horas