Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos – – –
Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima – – –
Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE – – –
STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo – – –
TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes – – –
Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos – – –
TSE informa, em nota, que não determinará a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar – – –
Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (23) – – –
TRF3 e Mackenzie lançam plataforma para localizar intérpretes forenses – – –
Congressistas dos EUA querem reunião hoje com Meta para cobrar explicações sobre eleições no Brasil – – –
Reunião do Conselho de Segurança da ONU discute invasão dos EUA à Venezuela

EUA dizem na ONU que não vão ocupar a Venezuela; Rússia denuncia ‘bandidagem’

Há 10 meses
Atualizado terça-feira, 6 de janeiro de 2026

A crise na Venezuela desencadeou uma tempestade diplomática na ONU. Em reunião emergencial do Conselho de Segurança, realizada nesta segunda-feira (5), os Estados Unidos tentaram justificar a captura de Nicolás Maduro como uma “operação policial”, enquanto Rússia e China acusaram Washington de imperialismo e exigiram a libertação imediata do ex-presidente venezuelano.

Conselho de Segurança vira palco de embate global

O encontro ocorreu em Nova Iorque, a poucos quilômetros do tribunal onde Maduro foi apresentado à Justiça americana. Convocada pelo governo de Caracas, com apoio da Colômbia, a reunião rapidamente se transformou em um palco de acusações entre potências mundiais, revelando o abalo nas normas que regem as relações internacionais.

A vice-secretária-geral da ONU, Rosemary Di Carlo, abriu a sessão com uma declaração do secretário-geral António Guterres. Ele alertou para o risco de instabilidade regional e ressaltou que as recentes ações violam o direito internacional e a Carta das Nações Unidas. “Estou profundamente preocupado com o precedente que isso pode criar para a forma como as relações entre os Estados são conduzidas”, afirmou.

Rússia chama operação de ‘bandidagem’ e exige libertação

O discurso mais duro partiu da Rússia. O embaixador Vasily Nebenzya classificou a operação americana como “crime cínico” e “bandidagem”. Para ele, a ofensiva representa o retorno a uma era de dominação imperial, em que os EUA agem como um “juiz supremo do mundo”.

Nebenzya acusou Trump de agir abertamente por interesse nos recursos naturais venezuelanos, em especial o petróleo. “Eles nem escondem os objetivos. Querem os recursos naturais”, disse. Segundo ele, quem não reage a esse tipo de agressão “é covarde”.

China pede libertação imediata de Maduro

A China também se posicionou contra os EUA. O diplomata Fu Cong pediu que Maduro fosse solto e afirmou que as ações americanas ameaçam a estabilidade regional. “Pare de tentar derrubar o governo da diplomacia”, disse.

Pequim acusou Washington de violar os princípios da soberania e da igualdade entre os Estados, e rejeitou o que chamou de “bullying internacional”. Para a China, os EUA agiram como “a polícia do mundo”, atropelando o direito internacional.

EUA: “Não há guerra, nem ocupação”

Em resposta, o embaixador americano Mike Waltz defendeu a operação. Segundo ele, não há guerra contra a Venezuela nem intenção de ocupação. “Esta foi uma operação policial”, afirmou.

Waltz comparou a prisão de Maduro à captura de Manuel Noriega, no Panamá, em 1989. Ele acusou o ex-presidente venezuelano de liderar uma organização criminosa e lembrou que há acusações antigas por tráfico de drogas. “As provas esmagadoras serão apresentadas nos tribunais dos EUA.”

O diplomata também alegou que Trump tentou negociar com Maduro, mas que o líder venezuelano se recusou a qualquer diálogo.

Europa critica intervenção e pede respeito ao direito internacional

Mesmo entre aliados ocidentais, a operação americana gerou incômodo. A Dinamarca, por exemplo, condenou Maduro, mas criticou os EUA por desrespeitarem princípios “sacrossantos” como a inviolabilidade das fronteiras.

Reino Unido e França também denunciaram a manipulação das eleições venezuelanas em 2024, mas defenderam que a transição política seja conduzida internamente, pelos próprios venezuelanos.

ONU alerta para risco de guerra regional

António Guterres encerrou sua mensagem com um apelo à diplomacia. Segundo ele, a Venezuela vive décadas de instabilidade e há risco real de agravamento da violência. “Mas ainda é possível evitar uma guerra maior”, concluiu.

Autor

Leia mais

Ministro André Mendonça, do TSE

Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos

Há 13 horas
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima

Há 15 horas

Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE

Há 15 horas

STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo

Há 16 horas
Trecho da construção da Ferrovia Transnordestina

TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes

Há 16 horas

Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos

Há 17 horas