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Empresário é preso na Bahia 23 anos após assassinar esposa em São Paulo

Há 9 meses
Atualizado quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Por Carolina Villela

O empresário Sérgio Nahas, de 61 anos, foi preso na Praia do Forte, na cidade de Mata de São João, no Litoral Norte da Bahia, 23 anos após assassinar a esposa, a estilista Fernanda Orfali. O fugitivo foi localizado por meio do Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública do estado enquanto estava hospedado em um condomínio de luxo na região.

A captura ocorreu depois que o sistema identificou Nahas e acionou o Centro Integrado de Comunicações (CICOM). Equipes da Polícia Militar foram mobilizadas e realizaram a prisão do foragido, que foi apresentado na delegacia local. No momento da detenção, foram apreendidos 13 pinos contendo substância aparentando ser cocaína, três aparelhos celulares e um veículo.

Condenação foi mantida após recursos aos tribunais superiores

Sérgio Nahas foi inicialmente condenado a sete anos de prisão, em regime semiaberto, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. No entanto, após a defesa apresentar recurso contra a decisão, a pena foi aumentada para oito anos. O réu respondeu ao processo em liberdade. Mas teve a prisão decretada pela justiça paulista no ano passado, que ordenou também a inclusão do nome do empresário na difusão vermelha da Interpol.

Em novembro de 2024, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou o habeas corpus contra o acórdão do TJ-SP que aumentou a pena do empresário. O ministro afirmou em seu voto que não verificou “flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia” no julgado.

“Ao contrário, o julgado em questão mostra-se devidamente fundamentado, estando justificado o convencimento formado”, declarou Toffoli. A decisão monocrática do ministro está sendo analisada no plenário virtual do STF, com julgamento previsto para terminar no dia 6 de fevereiro.

Crime ocorreu em apartamento de luxo em 2002

Segundo a acusação, em 14 de setembro de 2002, Nahas matou a mulher, a estilista Fernanda Orfali, que tinha 28 anos na época, com um tiro no peito dentro do apartamento do casal, localizado em Higienópolis, bairro nobre na região central de São Paulo. A investigação apontou que Fernanda teria descoberto que o marido era usuário de drogas e a traía com travestis.

De acordo com o processo, o empresário também teria ficado preocupado com a divisão de bens em um possível pedido de divórcio, o que teria motivado o crime. A defesa de Nahas sempre sustentou a tese de que a estilista sofria de depressão e que a morte teria sido resultado de suicídio, mas a versão foi rejeitada pela Justiça.

Após mais de duas décadas foragido, o empresário foi capturado graças à tecnologia de reconhecimento facial, ferramenta cada vez mais usada no combate à criminalidade e na localização de fugitivos da Justiça.

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