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Começa hoje (27), nos EUA julgamento de ação bilionária que tem como partes Elon Musk e a OpenAI, criadora do ChatGPT

Há 6 meses
Atualizado segunda-feira, 27 de abril de 2026

Da Redação

Nos Estados Unidos, tem início nesta segunda-feira (27/04), na Califórnia, estado norte-americano, o julgamento de processo que tem como parte, de um lado, o empresário Elon Musk, dono da plataforma X (antigo Twitter) e da Starlink, e a OpenAI, empresa criadora do ChatGPT.

Na origem, a disputa judicial foi iniciada por Musk em 2024, com a alegação de que a OpenAI traiu sua missão original de ser uma entidade sem fins lucrativos.

Depoimentos aguardados

A seleção do júri está prevista para hoje e as alegações iniciais devem ocorrer nesta terça-feira. Entre os nomes esperados para depor pessoalmente estão o próprio Musk, o CEO da OpenAI, Sam Altman, o CEO da Microsoft, Satya Nadella e Shivon Zilis, ex-integrante do conselho da OpenAI e mãe de quatro filhos de Musk.

Musk, que é um dos co-fundadores originais da OpenAI, afirma que a empresa, liderada por Sam Altman e Greg Brockman, “abandonou o foco no benefício da humanidade para se tornar uma máquina de riqueza”. O empresário pede uma indenização de US$ 150 bilhões por danos sofridos pela OpenAI e pela Microsoft. 

Ele também solicitou, no processo, que além do valor financeiro, a OpenAI volte a ser estritamente sem fins lucrativos e que Altman e Brockman sejam removidos de seus cargos executivos. 

“Mantido no escuro”

O empresário ressaltou, na ação, que “foi mantido no escuro sobre a criação de uma estrutura comercial em 2019” e que seu nome e apoio financeiro “foram usados indevidamente para atrair investidores”. Musk investiu cerca de US$ 38 milhões na OpenAI entre 2016 e 2020.

Conforme advogados da OpenAI alegaram, Musk seria motivado pelo “desejo de controle e pelo interesse em impulsionar sua própria empresa de inteligência artificial, a xAI, fundada por ele em 2023”.

A OpenAI também enfatizou, por meio de seus representantes, que Elon Musk participou das discussões para a mudança de estrutura e que ele mesmo exigiu ser o CEO na época. A Microsoft, também ré no processo, nega qualquer conspiração e afirma que sua parceria com a OpenAI só ocorreu após a saída de Musk do conselho da empresa.

— Com informações do G1 e da Agência de Notícias Reuters

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