Gilmar Mendes arquiva inquérito contra Rogério Marinho por ‘prazo irrazoável’ e falta de provas de ‘crime de caixa dois’ – – –
TRF3 suspende liminar da Stake Brazil e restabelece efeitos da MP das apostas – – –
TST mantém vínculo de emprego após fraude em contratos de aprendizagem e de estágio – – –
Fachin nega a Fux acesso ao inquérito das fake news e diz que muitos documentos “dependem de análises” – – –
Cármen Lúcia, do STF, é eleita presidente do grupo da AL na Comissão de Veneza (para defesa da democracia) – – –
Penhora de verbas de natureza remuneratória pode ser admitida para pagar verbas não alimentares, decide STJ – – –
Ministério Público reforça o Pena Justa e vai ajudar a levar centrais de vagas a todo o país – – –
AGU cria força-tarefa para acompanhar investigações sobre incêndio na UFPE e dar suporte à universidade – – –
“Não pode haver reforma contra o Poder Judiciário, mas sim com o Poder Judiciário”, diz ministro Fachin – – –
TSE manda retirar vídeos de Lula e Janja sobre cortes em programas sociais atribuídos a Flávio Bolsonaro – – –
Deputada Júlia Zanatta leva filho recém-nascido para protesto na Câmara

Comissão aciona conselho tutelar contra deputada que usou filha bebê em protesto

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados acionou formalmente o Conselho Tutelar de Brasília para investigar a conduta da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC). A parlamentar levou sua filha, um bebê de colo, durante ocupação da Mesa Diretora da Câmara em protesto realizado nesta terça-feira (6). O caso gerou polêmica entre colegas que interpretaram a atitude como uso da criança como “escudo humano”.

O ofício 138/2025-P foi assinado pela presidência da CDHMIR e solicita apuração sobre “possível exposição indevida de uma criança a risco”. O documento relata que Zanatta ocupou de forma “irregular e deliberadamente confrontacional” a Mesa da Casa. A presença do bebê foi mantida durante todo o período da ocupação, mesmo após alertas da Polícia Legislativa.

A comissão classificou a conduta como preocupante para a segurança da criança, que foi exposta a “ambiente de instabilidade, risco físico e tensão institucional”. O texto cita violação aos artigos 1º, 4º e 5º do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Parlamentares criticam estratégia da deputada

Deputados que acompanharam o episódio manifestaram horror com a atitude da colega de Congresso. Parlamentares ouvidos pela reportagem original afirmaram, sob reserva, que interpretaram a conduta como uso da própria filha como escudo humano. A estratégia teria como objetivo dificultar qualquer tentativa de retirada forçada do plenário pelas forças de segurança.

A presença da criança durante o ato de protesto institucional gerou indignação entre diversos membros da Casa. Os críticos apontaram que a situação colocou em risco a segurança e o bem-estar do bebê.

Zanatta rebate críticas em tom confrontativo

A deputada se manifestou nas redes sociais em tom de enfrentamento às críticas recebidas. “Usando SIM uma criança como escudo”, escreveu Zanatta, em referência irônica aos questionamentos sobre sua conduta. A parlamentar do PL classificou os ataques como tentativa de inviabilizar sua atuação profissional por ser mulher.

“Canalhas!”, concluiu a deputada em sua postagem nas redes sociais. Zanatta sugeriu que as críticas não se referem à integridade da filha, mas representam discriminação de gênero. A parlamentar não se pronunciou oficialmente sobre o ofício enviado ao Conselho Tutelar de Brasília.

Comissão solicita informações à segurança

A CDHMIR também comunicou que solicitou à Polícia Legislativa informações detalhadas sobre o episódio ocorrido no plenário da Câmara. O órgão de segurança da Casa deverá fornecer relatório sobre as circunstâncias que envolveram a ocupação da Mesa Diretora. As informações serão anexadas ao processo de investigação do Conselho Tutelar.

Até o momento da publicação da reportagem original, não havia registro de pronunciamento oficial da deputada sobre o acionamento do órgão de proteção à criança. A parlamentar se limitou às manifestações realizadas em suas redes sociais pessoais.

O caso expõe os limites éticos da atuação parlamentar quando envolve a segurança de menores de idade. A situação levanta questionamentos sobre os protocolos de segurança da Câmara dos Deputados em situações de protesto. O Conselho Tutelar deverá avaliar se houve violação dos direitos da criança durante o ato político.

Autor

Leia mais

Ministro Gilmar Mendes, decano do STF, durante sessão da Corte

Gilmar Mendes arquiva inquérito contra Rogério Marinho por ‘prazo irrazoável’ e falta de provas de ‘crime de caixa dois’

Há 3 dias

TRF3 suspende liminar da Stake Brazil e restabelece efeitos da MP das apostas

Há 3 dias

TST mantém vínculo de emprego após fraude em contratos de aprendizagem e de estágio

Há 3 dias
Fachin na cadeira de presidente do STF no plenário da corte

Fachin nega a Fux acesso ao inquérito das fake news e diz que muitos documentos “dependem de análises”

Há 3 dias
Ministra Carmen Lúcia, do STF

Cármen Lúcia, do STF, é eleita presidente do grupo da AL na Comissão de Veneza (para defesa da democracia)

Há 3 dias
Sessão da Corte Especial do STJ

Penhora de verbas de natureza remuneratória pode ser admitida para pagar verbas não alimentares, decide STJ

Há 3 dias