Da Redação
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, arquivou investigação que vinha sendo realizada contra o pastor Silas Malafaia e revogou todas as medidas cautelares impostas a ele, incluindo a proibição de deixar o Brasil.
A decisão, assinada nesta segunda-feira (26/10), também determinou a devolução dos bens de Malafaia e também o seu passaporte, apreendidos em uma operação da Polícia Federal (PF) realizada em 20 de agosto de 2025.
Parecer da PGR
Conforme a decisão proferida pelo ministro Fachin ele acolheu um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver provas suficientes da participação de Malafaia em qualquer articulação para pressionar autoridades brasileiras por meio de sanções dos Estados Unidos.
O pastor estava sendo investigado por suspeita de envolvimento no crime de coação no curso do processo, atribuído ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro e ao jornalista Paulo Figueiredo. Ao acolher o pedido, Fachin destacou que cabe à PGR avaliar se há elementos suficientes para dar continuidade à investigação.
Devolução de bens e passaporte
“Diante do arquivamento deste procedimento investigativo, deixa de subsistir fundamento para a manutenção da apreensão cautelar dos bens, uma vez ausente necessidade ou interesse em seu acautelamento para fins de apuração”, ressaltou o ministro.
O caso chegou ao gabinete de Fachin após a saída do ministro Alexandre de Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News. Com a mudança, as investigações que ainda não haviam resultado em ações penais passaram à Presidência do STF.
Mensagens trocadas via WhatsApp
Durante a apuração, a PF identificou conversas entre Malafaia e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre estratégias para auxiliar Eduardo e Figueiredo. Em uma mensagem enviada em agosto de 2025, o pastor sugeriu que Bolsonaro gravasse um vídeo para ser traduzido ao inglês com auxílio de inteligência artificial e encaminhado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A gravação, porém, não chegou a ser realizada. Segundo a PGR, Bolsonaro alegou dificuldades físicas provocadas por uma crise de soluços.
— Com Agências de Notícias