Da Redação
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) — entidade privada criada para proteger depositantes e investidores de instituições financeiras em caso de falência — divulgou recentemente que só concederá o pedido de empréstimo feito pelo Banco Regional de Brasília (BRB), da ordem de R$ 6,6 bilhões, depois que receber e analisar balanço a ser apresentado por parte da direção do banco.
Os responsáveis pelo FGC querem ver as contas referentes ao ano de 2025 e o primeiro semestre de 2026. O crédito foi solicitado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) como alternativa para salvar o BRB, que enfrenta a pior crise da história após comprar carteiras de crédito podres do Banco Master — liquidado extrajudicialmente desde o final do ano passado e envolto em um escândalo considerado dos mais sérios já visto no mercado financeiro brasileiro.
Enviado ao GDF e ao STF
O documento do FGC fazendo essa exigência foi enviado oficialmente à governadora do DF, Celina Leão (PP) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramita ação que trata de acordo para viabilizar o empréstimo. E confirmado pelos dois órgãos.
Representantes do fundo enfatizaram, na exigência, que receberam em 31 de julho o pedido oficial da governadora Celina. Mas deixaram claro que, sem as as informações sobre as demonstrações financeiras, “se encontrará impedido de atestar a suficiência do montante requerido para assegurar a viabilidade econômico-financeira da operação ao Banco BRB“.
Sem repasses da União
O acordo, que está sendo negociado com a participação de representantes do STF, prevê que não seja feito repasse da União na operação de crédito para salvar o BRB, mas o GDF poderia pegar com o FGC aproximadamente R$ 6,5 bilhões, com fiança de bancos e tendo como contragarantias cotas dos fundos de participação dos estados e dos municípios.
Diretores do FGC, no entanto, enfatizaram que “a estrutura de operação tomada como premissa para as autorizações objeto do acordo não é observada, já que, até o momento, não há qualquer formalização de manifestação de vontade por parte de instituições financeiras que compareceriam como garantidoras de tal eventual crédito”.
Mudanças no controle
O ministro do STF Luiz Fux marcou para a próxima quinta-feira (13) nova audiência entre as partes para tratar do acordo.
O FGC também afirmou que uma das funções do órgão é conceder operações que “costumam ter como objetivo viabilizar a saída organizada de mercado”. Além disso, sinalizou que poderá haver troca de controladores do banco, hoje pertencente ao GDF.
— Com Agências de Notícias