Fraude em licitação bilionária: Justiça autoriza prisões e bloqueio de bens em Bauru-SP – – –
Fachin dá 48 horas para diretor da PF se explicar e vai decidir se ele fica no cargo – – –
Fachin convoca plenário do STF para discutir relatório sobre Moraes e Vorcaro – – –
OAB pede afastamento de Gonet em processo sobre relação entre Moraes e Vorcaro – – –
Fachin tira Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news – – –
Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre a PF e leva impasse para o plenário do STF – – –
Balanço do MPT aponta mais 479 trabalhadores em condições análogas à escravidão no país – – –
André Mendonça homologa delação de empresário que fazia repasse de verbas para filme ‘Dark Horse’ – – –
Em caso de morte presumida, pensão é devida a partir da declaração de ausência do segurado, diz STJ – – –
Forças federais atuarão na segurança e apoio logístico de quase 200 municípios durante as eleições – – –

Fraude em licitação bilionária: Justiça autoriza prisões e bloqueio de bens em Bauru-SP

Há 45 minutos
Atualizado quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Da Redação

A Vara Regional das Garantias da 3ª Região Administrativa Judiciária (RAJ)do TJ-SP, com sede em Bauru, deu sinal verde para uma série de medidas cautelares dentro da Operação Cavalo de Troia. A ação, comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi deflagrada nesta quarta-feira (9) e investiga uma possível fraude em um processo de licitação bilionário voltado à gestão do lixo em Bauru.

O que motivou a operação

O alvo das investigações é a concorrência pública para a concessão do serviço de gestão integrada de resíduos sólidos do município. O contrato, que teria validade de 30 anos, está avaliado em cerca de R$ 5,2 bilhões — um valor que ajuda a explicar o porte da operação.

Segundo apurou o Ministério Público, os indícios apontam que o direcionamento do certame não teria sido pontual, mas sim algo que começou lá atrás, já na fase de produção dos estudos técnicos que embasaram a licitação. As buscas por provas e pessoas envolvidas se espalharam por três cidades: Bauru, Sorocaba e São Paulo.

O que a Justiça autorizou

Depois de examinar o material reunido pelos promotores, o juiz Josias Martins de Almeida Júnior, que coordena a Vara Regional das Garantias de Bauru, aprovou um pacote de medidas. Entre elas estão mandados de busca e apreensão, mandados de prisão e o bloqueio de bens e valores financeiros pertencentes aos investigados.

De acordo com o MP, as suspeitas não se limitam ao direcionamento da licitação. Também estão sendo apuradas denúncias de pagamento de propina, vazamento sigiloso de documentos oficiais e tentativas de interferir no trabalho de órgãos responsáveis por fiscalizar o processo.

Objetivo das medidas e apoio institucional

As ações determinadas pela Justiça têm três frentes principais: impedir que provas sejam destruídas, rastrear a origem e o caminho percorrido por eventuais pagamentos irregulares e apontar com precisão a responsabilidade de cada um dos investigados.

A operação contou com reforço da Polícia Militar, que auxiliou na execução das buscas, e com a participação técnica do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), órgão que fiscaliza contas públicas e contratos administrativos.

Autor

Leia mais

Fachin dá 48 horas para diretor da PF se explicar e vai decidir se ele fica no cargo

Há 1 hora

Fachin convoca plenário do STF para discutir relatório sobre Moraes e Vorcaro

Há 1 hora

OAB pede afastamento de Gonet em processo sobre relação entre Moraes e Vorcaro

Há 2 horas
Ministro Alexandre de Moraes, do STF

Fachin tira Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news

Há 12 horas
Presidente do STF, ministro Edson Fachin

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre a PF e leva impasse para o plenário do STF

Há 13 horas
Trabalhadores mostrando mãos machucadas, resultado do serviço pesado

Balanço do MPT aponta mais 479 trabalhadores em condições análogas à escravidão no país

Há 13 horas