STM mantém condenação de cabo do Exército por apresentação de documentos falsos – – –
Três vezes Scorsese – – –
Nova resolução do CNJ permite ao órgão monitorar ordens de bloqueio de créditos – – –
Regime prisional não retroage para desconstituir tempo de pena em regime aberto, decide TJSP – – –
Defesa diz que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram modificados após apreensão pela PF – – –
Juiz que beneficiou réu do 8 de Janeiro escapa de inquérito no STF, mas segue sob análise do CNJ – – –
Certidões de óbito de pessoas mortas por policiais terão de detalhar contexto, além da causa médica – – –
TSE pede para Congresso incluir na Lei da Ficha Limpa inelegibilidade de quem comete violência doméstica – – –
STJ nega novo recurso apresentado pela defesa do ex-jogador Robinho, que cumpre pena em Limeira (SP) – – –
Ministro Alexandre de Moraes, do STF, determina arquivamento de inquérito contra youtuber Monark – – –

Fux impõe espera de até 45 dias e frustra plano de Celina para socorrer BRB antes das eleições

Há 2 meses
Atualizado quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Da redação

O pedido de urgência feito pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para tentar viabilizar o socorro financeiro ao Banco de Brasília (BRB) esbarrou no calendário estabelecido pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). O relator abriu prazos sucessivos que podem chegar a 45 dias úteis para manifestações da União, do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e do Banco Central antes de analisar a tutela provisória solicitada pelo DF.

Na prática, a decisão reduz significativamente a possibilidade de a governadora Celina Leão apresentar uma solução definitiva para a capitalização do banco antes das eleições de outubro. O GDF tenta obter até R$ 6,6 bilhões para reforçar o BRB, atingido pelas perdas decorrentes das operações realizadas com o Banco Master.

Fux não rejeitou a pretensão do Distrito Federal, mas também não concedeu a providência imediata pretendida pelo governo local. Depois das manifestações das três instituições, o processo ainda deverá ser encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para parecer antes da decisão sobre o pedido urgente.

Prazo pode atravessar eleições

No despacho de 9 de setembro, na Ação Cível Originária (ACO) 3755, Fux concedeu 15 dias para as manifestações. Embora inicialmente a decisão tenha sido noticiada como um prazo único, a tramitação estabelecida pelo ministro prevê que as instituições sejam ouvidas sucessivamente, fazendo com que a espera possa alcançar 45 dias úteis.

O calendário contrasta com a estratégia do GDF de acelerar uma solução para o BRB. A Folha de S.Paulo informou que havia expectativa no governo de Celina de conseguir anunciar uma saída para a crise antes das eleições. Com a sequência determinada pelo Supremo, esse objetivo fica comprometido.

A governadora busca a reeleição e enfrenta o desgaste político provocado pela situação do banco. O BRB, controlado pelo Distrito Federal, ainda tenta recompor capital e liquidez depois das operações realizadas com o Master.

Acordo de maio não saiu do papel

A tentativa atual é consequência do fracasso do desenho negociado em maio no próprio STF. Na ocasião, discutiu-se um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões, sem aval da União, que teria garantia de grandes instituições financeiras e contragarantias oferecidas pelo Distrito Federal.

Entre essas contragarantias estavam receitas provenientes do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O modelo, porém, encontrou resistência das instituições que teriam de assumir o risco da operação.

Os bancos levantaram dúvidas jurídicas sobre a possibilidade de efetivamente executar esses recursos em caso de inadimplência do DF. Instituições privadas passaram a defender a participação de Banco do Brasil e Caixa na garantia da operação, e o acordo ficou travado.

FGC também colocou obstáculos

Outro impasse surgiu com o FGC. Em manifestação ao Supremo, o fundo sustentou que não era parte do acordo celebrado entre União e Distrito Federal e afirmou que ainda não dispunha de toda a documentação necessária para avaliar a assistência financeira ao BRB.

Em audiência realizada por Fux em 13 de agosto, o presidente do FGC, Daniel Lima, contestou a afirmação de que o fundo teria condicionado a operação ao aval da União. Também explicou que uma eventual assistência dependeria de uma análise aprofundada da situação financeira do BRB.

Na mesma audiência, Fux deixou claro que o Judiciário não poderia simplesmente obrigar bancos privados ou a União a oferecer garantias. Sem consenso entre os participantes, a negociação permaneceu aberta.

DF busca agora participação da União

Diante do fracasso da primeira fórmula, o Distrito Federal voltou ao Supremo buscando uma alternativa que permita a participação da União na estrutura de garantias. A resistência do governo federal, entretanto, permanece.

A Fazenda já argumentou que o Distrito Federal não preenche atualmente as condições fiscais exigidas para receber garantia federal. O debate ocorre ainda em meio às incertezas sobre a dimensão das perdas do BRB relacionadas ao Master.

O impasse ganhou novo peso nesta semana. Relatório do Banco Central obtido pelo UOL aponta perda potencial de R$ 11,4 bilhões nas operações do BRB relacionadas ao Master, valor superior aos R$ 8,8 bilhões considerados pelo governo local nas discussões sobre a recuperação da instituição. O BRB afirma que vem adotando medidas de recomposição patrimonial e cumprindo as determinações regulatórias.

Agora, enquanto Celina tenta acelerar uma saída para o banco, o relógio processual corre em outra velocidade: antes de decidir se concede a medida pretendida pelo DF, Fux quer ouvir União, FGC, Banco Central e, posteriormente, a PGR.

Autor

Leia mais

Cabos do Exército durante desfile

STM mantém condenação de cabo do Exército por apresentação de documentos falsos

Há 3 dias

Três vezes Scorsese

Há 3 dias
Edifício-sede do CNJ em Brasília

Nova resolução do CNJ permite ao órgão monitorar ordens de bloqueio de créditos

Há 3 dias
Sede do TJSP

Regime prisional não retroage para desconstituir tempo de pena em regime aberto, decide TJSP

Há 3 dias

Defesa diz que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram modificados após apreensão pela PF

Há 3 dias
Homem depredando relógio histórico no Palácio do Planalto em 8/1/23

Juiz que beneficiou réu do 8 de Janeiro escapa de inquérito no STF, mas segue sob análise do CNJ

Há 3 dias