Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos – – –
Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima – – –
Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE – – –
STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo – – –
TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes – – –
Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos – – –
TSE informa, em nota, que não determinará a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar – – –
Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (23) – – –
TRF3 e Mackenzie lançam plataforma para localizar intérpretes forenses – – –
Congressistas dos EUA querem reunião hoje com Meta para cobrar explicações sobre eleições no Brasil – – –

Gilmar Mendes chama de “abominável” quebra de sigilo sem fundamentação na CPMI do INSS

Há 7 meses
Atualizado sexta-feira, 27 de março de 2026

Por Carolina Villela

Durante o referendo pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) da medida cautelar no Mandado de Segurança (MS) 40799, que discute a continuidade da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o ministro Gilmar Mendes elevou o tom e disparou críticas contra decisões tomadas pela Comissão. O decano da Corte classificou como inconstitucional, ilegal e “abominável” a prática de invocar poder de autoridade judicial para aprovar quebras de sigilo sem a devida fundamentação — e fez questão de dirigir o recado diretamente aos parlamentares presentes no plenário.

“É bom que os parlamentares que estão aqui possam escutar isso”, disse Mendes, antes de endurecer ainda mais o discurso: “é ilegal e os senhores sabem que é ilegal”. O ministro foi além e afirmou que “não é preciso ser alfabetizado para saber que isso é inconstitucional”, em uma das falas mais duras do julgamento. O ministro Alexandre de Moraes, ao ouvir Gilmar classificar os vazamentos de sigilo como “abominável”, acrescentou uma palavra: “criminoso”.

Vazamento do caso Master no centro das críticas

Gilmar Mendes citou como exemplo o vazamento das conversas de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, para ilustrar o que chamou de crime coletivo. “Deplorável que isso tenha ocorrido, lamentável, criminoso”, afirmou o ministro, reforçando que a prática de vazar informações obtidas por quebra de sigilo compromete não apenas investigações específicas, mas a credibilidade do próprio instrumento das CPIs.

Diante do quadro, Mendes sugeriu que o STF estude a elaboração de uma nova legislação sobre Comissões Parlamentares de Inquérito, por entender que a regra atual está ultrapassada e não oferece salvaguardas suficientes contra abusos. A proposta indica que o debate sobre os limites e os poderes das CPIs deve ganhar espaço na agenda do tribunal nos próximos meses.

O ministro André Mendonça, que votou para prorrogar a CPMI por 60 dias e é relator do caso banco Master no STF, respondeu às preocupações levantadas por Gilmar. Ele reconheceu que os vazamentos são preocupantes e atrapalham o andamento das investigações, e informou que, ao identificar o risco, determinou a devolução das provas à Polícia Federal como medida de proteção à integridade do material investigativo.

STF decide sobre prorrogação da CPMI do INSS

O julgamento ocorre em torno da medida cautelar concedida pelo ministro André Mendonça na segunda-feira (23), que determinou à Mesa Diretora e à Presidência do Congresso Nacional que prorroguem o prazo de funcionamento da CPMI responsável por apurar fraudes contra beneficiários do INSS. Cabe agora ao plenário confirmar ou revogar essa decisão individual.

O Mandado de Segurança foi apresentado pelos parlamentares Carlos Alberto Dias Viana, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto e Marcel Van Hattem, que alegaram omissão deliberada e inconstitucional da cúpula do Congresso ao não processar o requerimento de prorrogação da comissão. Segundo os autores, a inércia do Legislativo comprometia a continuidade das apurações e justificava a intervenção do Judiciário.

A CPMI do INSS investiga um esquema que teria desviado recursos de aposentados e pensionistas por meio de descontos indevidos em benefícios, prática que afetou especialmente idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.

Autor

Leia mais

Ministro André Mendonça, do TSE

Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos

Há 23 horas
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima

Há 1 dia

Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE

Há 1 dia

STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo

Há 1 dia
Trecho da construção da Ferrovia Transnordestina

TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes

Há 1 dia

Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos

Há 1 dia