Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos – – –
Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima – – –
Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE – – –
STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo – – –
TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes – – –
Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos – – –
TSE informa, em nota, que não determinará a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar – – –
Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (23) – – –
TRF3 e Mackenzie lançam plataforma para localizar intérpretes forenses – – –
Congressistas dos EUA querem reunião hoje com Meta para cobrar explicações sobre eleições no Brasil – – –
mãos de um magistrado manipulando redes sociais pelo celular

Júri nos EUA julga se Instagram e YouTube foram projetados para viciar crianças

Há 9 meses
Atualizado terça-feira, 3 de março de 2026

Caso inédito pode abrir precedente contra plataformas digitais por danos à saúde mental

Um júri nos Estados Unidos começa a ouvir nesta segunda-feira (9) os argumentos de um processo que pode se tornar um marco jurídico para a indústria de tecnologia. O julgamento busca determinar se Instagram e YouTube foram projetados de forma consciente para causar dependência em crianças, priorizando a maximização de receitas publicitárias em detrimento da saúde mental de usuários jovens.

O caso será analisado no Tribunal Superior de Los Angeles e envolve acusações diretas contra duas das maiores empresas de tecnologia do mundo. A decisão pode abrir caminho para uma série de processos semelhantes em diferentes estados americanos.

Seleção do júri expôs divisão em torno das big techs

A escolha dos 12 jurados, concluída na sexta-feira (6) após mais de uma semana de debates, revelou o grau de polarização em torno das redes sociais. Mais de 150 cidadãos foram avaliados durante o processo de seleção, marcado por menções recorrentes a Mark Zuckerberg, figura central do julgamento.

Advogados da Meta atuaram por seis dias para tentar afastar jurados considerados hostis às plataformas digitais. Do outro lado, representantes da acusação buscaram excluir candidatos que atribuíam problemas de saúde mental infantil mais à dinâmica familiar do que às empresas de tecnologia.

Acusação envolve vício deliberado desde a infância

Os réus no processo são a Alphabet, responsável pelo YouTube, e a Meta, proprietária do Instagram e do Facebook. Embora TikTok e Snapchat também tenham sido alvos iniciais da ação, ambas fecharam acordos recentes por valores não divulgados.

O julgamento gira em torno do relato de uma jovem de 20 anos, identificada como Kelly G.M. Segundo a acusação, ela teria desenvolvido graves danos mentais após se tornar dependente de redes sociais ainda criança. A jovem utilizava o YouTube desde os seis anos e criou sua conta no Instagram aos 11.

A ação sustenta que as plataformas utilizaram, de forma consciente, mecanismos de design e algoritmos voltados à retenção prolongada, estimulando comportamentos compulsivos desde a infância.

Zuckerberg no centro do debate judicial

A figura de Zuckerberg permeou praticamente toda a seleção do júri. Alguns candidatos afirmaram que teriam dificuldade em avaliar o depoimento do empresário de forma imparcial, citando episódios como o escândalo da Cambridge Analytica em 2018 e os primórdios do Facebook.

Uma potencial jurada afirmou que, embora se considerasse imparcial em relação à autora da ação, acreditava que a empresa começaria o julgamento em desvantagem por conta das atitudes atribuídas a Zuckerberg. Outros demonstraram admiração aberta pelo empresário, o que também motivou questionamentos por parte da acusação.

O depoimento de Zuckerberg está previsto para as próximas semanas e é considerado um dos momentos mais sensíveis do processo.

Defesa tenta separar responsabilidades

Os advogados da Alphabet procuraram distanciar o YouTube das acusações dirigidas à Meta. Segundo a defesa, as duas empresas possuem modelos de funcionamento distintos, e Zuckerberg não exerce qualquer influência sobre a plataforma de vídeos.

Durante os debates preliminares, jurados relataram experiências pessoais com recursos como o Shorts, do YouTube, e a rolagem infinita popularizada por aplicativos de vídeos curtos. O foco do julgamento, porém, não será o conteúdo publicado, área protegida pela legislação americana, mas sim o design dos algoritmos e dos sistemas de recomendação.

Meta e Alphabet negam veementemente as acusações. As empresas argumentam que suas plataformas oferecem ferramentas de controle parental e que não podem ser comparadas a produtos nocivos como o tabaco, analogia rejeitada pela defesa, mas apresentada pela acusação.

O veredito do júri poderá redefinir os limites de responsabilidade das plataformas digitais sobre os impactos de seus produtos na infância e adolescência nos Estados Unidos.

Autor

Leia mais

Ministro André Mendonça, do TSE

Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos

Há 20 horas
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima

Há 22 horas

Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE

Há 22 horas

STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo

Há 22 horas
Trecho da construção da Ferrovia Transnordestina

TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes

Há 22 horas

Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos

Há 23 horas