Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos – – –
Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima – – –
Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE – – –
STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo – – –
TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes – – –
Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos – – –
TSE informa, em nota, que não determinará a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar – – –
Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (23) – – –
TRF3 e Mackenzie lançam plataforma para localizar intérpretes forenses – – –
Congressistas dos EUA querem reunião hoje com Meta para cobrar explicações sobre eleições no Brasil – – –
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Justiça dos EUA reconhece liquidação do Banco Master e bloqueia ativos de Daniel Vorcaro

Há 10 meses
Atualizado sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Da Redação

A Justiça dos Estados Unidos reconheceu oficialmente a liquidação do Banco Master no país e determinou o bloqueio automático dos bens da instituição financeira em território americano. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (8) pelo juiz Scott M. Grossman, do Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida, após audiência que contou com representantes do liquidante nomeado pelo Banco Central e a defesa de Daniel Vorcaro, controlador do banco.

A medida concede à liquidação brasileira “plena força e efeito”, tornando-a vinculativa e executável nos Estados Unidos. Isso significa que os bens, contas e ativos do grupo controlado por Vorcaro nos EUA não podem ser movimentados ou alienados, enquanto o processo brasileiro estiver em curso.

Defesa tentou evitar reconhecimento judicial nos EUA

Os advogados de Daniel Vorcaro haviam tentado impedir o reconhecimento da liquidação nos EUA. A petição protocolada pelo escritório King & Ruiz argumentava que o caso ainda poderia ser revertido no Brasil, citando inclusive uma inspeção determinada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que estaria em andamento.

Segundo os defensores, a situação da liquidação ainda seria controversa e o reconhecimento por parte da Justiça americana seria “prematuro”. Para eles, não havia provas suficientes de que o processo estava sendo analisado por um tribunal brasileiro, como exige a legislação dos EUA para que uma decisão estrangeira tenha validade.

Argumentos sobre supostos excessos do liquidante

Outro ponto levantado pela defesa dizia respeito ao alcance dos poderes do liquidante nos EUA. Os advogados alegaram que o representante nomeado pelo Banco Central brasileiro buscava controle excessivo sobre os ativos do Banco Master em solo americano. Para eles, a atuação poderia gerar efeitos irreversíveis e prejudiciais ao patrimônio da instituição.

Ainda assim, o juiz Grossman rejeitou os argumentos e validou o processo conduzido pela EFB Regimes Especiais de Empresas, que representa o Banco Central na liquidação extrajudicial do Master.

Suspeitas de fraude reforçam decisão

Na tréplica apresentada à Justiça americana, os representantes da EFB destacaram que a liquidação foi motivada por uma “enorme fraude”, descoberta durante as investigações do Banco Central. O documento, elaborado pelo escritório americano Sequor Law, cita tentativas frustradas de venda do controle do banco antes da liquidação e menciona o impacto negativo das denúncias veiculadas pela imprensa nacional e internacional.

A petição também aponta que Daniel Vorcaro teria transferido quantias milionárias para contas pessoais, em prejuízo de investidores e credores da instituição. Segundo o documento, esses fatos reforçam a necessidade de proteger os ativos localizados fora do Brasil, para evitar dilapidação do patrimônio.

Vorcaro responde com tornozeleira eletrônica

Os advogados do liquidante lembraram ainda que Vorcaro só foi solto após determinação judicial que impôs o uso de tornozeleira eletrônica. A defesa do controlador do banco não conseguiu demonstrar que há, atualmente, qualquer decisão judicial no Brasil capaz de alterar o curso ou a validade da liquidação em andamento.

De acordo com a EFB, “não há decisões pendentes” que possam reverter ou suspender o processo. As alegações de que o TCU poderia interferir foram classificadas como infundadas, já que nenhuma manifestação do tribunal de contas indicaria a intenção de anular a medida decretada pelo Banco Central.

Com a decisão da Justiça americana, o processo de liquidação do Banco Master ganha reforço internacional e dificulta eventuais tentativas de reverter ou contornar os efeitos da medida no exterior.

Autor

Leia mais

Ministro André Mendonça, do TSE

Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos

Há 2 dias
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima

Há 2 dias

Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE

Há 2 dias

STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo

Há 2 dias
Trecho da construção da Ferrovia Transnordestina

TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes

Há 2 dias

Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos

Há 2 dias