Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos – – –
Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima – – –
Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE – – –
STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo – – –
TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes – – –
Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos – – –
TSE informa, em nota, que não determinará a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar – – –
Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (23) – – –
TRF3 e Mackenzie lançam plataforma para localizar intérpretes forenses – – –
Congressistas dos EUA querem reunião hoje com Meta para cobrar explicações sobre eleições no Brasil – – –
Toras de madeira produto de extração ilegal no Amapá

Justiça Suspende Exploração de Madeira em Assentamento no Amapá Apoiada por Senadores

Há 1 ano
Atualizado segunda-feira, 6 de outubro de 2025

A Justiça Federal determinou a anulação de contratos e a interrupção imediata da exploração de madeira em assentamento agroextrativista no Amapá, projeto que contava com apoio político dos senadores Davi Alcolumbre e Randolfe Rodrigues. A decisão aponta que o manejo florestal se transformou em atividade empresarial descontrolada, com extração de toras além dos limites sustentáveis estabelecidos pela legislação ambiental.

O empreendimento abrange 172 mil hectares de floresta amazônica, representando quase um terço do espaço destinado à reforma agrária no estado. A área beneficia oficialmente 1.993 famílias assentadas.

Segundo a sentença judicial, estabeleceu-se uma relação de exploração empresarial com desrespeito aos limites para extração sustentável de madeira. A empresa TW Forest, responsável pelo projeto, contesta a decisão e afirma manter práticas sustentáveis.

Articulação Política e Licenciamento

O plano de manejo florestal teve articulação direta do senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, junto ao Incra. O projeto também recebeu apoio e divulgação do senador Randolfe Rodrigues, líder do governo Lula no Congresso.

As licenças ambientais foram concedidas pelo órgão ambiental do governo do Amapá. O governador Clécio Luís atuou politicamente para liberar o empreendimento, considerado pelo estado como o maior manejo de madeira do país.

O Ministério Público Federal moveu ação civil pública apontando irregularidades no empreendimento. A ação questiona a legitimidade do governo local para concessão das licenças ambientais necessárias.

Contratos Anulados e Irregularidades

A decisão judicial determina anulação dos contratos firmados entre a Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas do Maracá e as empresas Eco Forte Bioenergia e Norte Serviços Florestais. Assembleias realizadas com assentados também devem ser anuladas por vícios nas deliberações.

Grande parte dos assentados não participa da atividade de manejo nem apoia o projeto em questão. A Justiça ordenou interrupção imediata de manejo, corte, transporte e comercialização de madeira.

O juiz destacou que os contratos conferem direitos exclusivos de exploração por períodos extensos a empresas com finalidade lucrativa. Não houve ato formal de anuência prévia do Incra para essas operações comerciais.

Histórico de Multas e Pareceres Contrários

A empresa responsável pelo projeto já foi multada três vezes pelo Ibama por recebimento irregular de madeira nativa. Uma multa de R$ 120,2 mil foi aplicada quatro meses antes da autorização do projeto.

Duas outras multas, totalizando R$ 10,1 mil, referem-se a infrações cometidas dois meses após o início das atividades. Os registros constam no sistema de consulta pública do Ibama.

Pareceres técnicos e despachos internos do Incra foram contrários ao projeto desde o início. Um parecer apontou viés empresarial e suspeita de falsificação de assinaturas de beneficiários do assentamento.

Defesa das Empresas

A TW Forest informou que recorre contra a decisão judicial e considera os temas já superados. A empresa afirma segurança quanto ao uso sustentável da floresta com autorizações de órgãos competentes.

“Decisões sobre uso sustentável da floresta, quando amparadas por autorizações de órgãos competentes e construídas com participação comunitária, não são meras questões técnicas”, declarou a empresa em nota oficial.

A TW Forest opera no Amapá desde 2003 e possui parque industrial estabelecido na região. A empresa contesta as multas de 2023, atribuindo-as a “falhas documentais que foram sanadas”.

Autor

Leia mais

Ministro André Mendonça, do TSE

Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos

Há 11 horas
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima

Há 13 horas

Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE

Há 13 horas

STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo

Há 14 horas
Trecho da construção da Ferrovia Transnordestina

TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes

Há 14 horas

Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos

Há 14 horas