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Justiça transfere julgamento de executores de Bruno Pereira e Dom Philips para Manaus

Há 9 meses
Atualizado quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Da Redação

A Justiça Federal determinou a mudança do local do júri popular de dois acusados de matar o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips. O julgamento, que seria realizado em Tabatinga, no interior do Amazonas, acontecerá agora na capital Manaus para garantir mais rapidez e segurança ao processo.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) aceitou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) e determinou a transferência do julgamento de Amarildo da Costa Oliveira e Jefferson da Silva Lima. Os dois são apontados como executores dos assassinatos que chocaram o Brasil e o mundo em junho de 2022.

A decisão judicial atende a uma solicitação feita pela Procuradoria da República em Tabatinga. Segundo o MPF, manter o júri popular na cidade do interior estava atrasando o processo e poderia comprometer a imparcialidade dos jurados.

Por que o julgamento foi transferido

O procurador da República Guilherme Diego Rodrigues Leal, responsável pelo pedido, explicou que a mudança visa acelerar o processo. “O objetivo do MPF ao pedir o desaforamento, a transferência do julgamento de Tabatinga para Manaus, foi para garantir celeridade ao processo, para que os executores sejam julgados pelo Tribunal do Júri o mais rápido possível”, afirmou.

Desaforamento é o nome técnico dado à transferência de um julgamento de uma cidade para outra. Essa medida é adotada quando há risco de demora excessiva, dúvidas sobre a imparcialidade dos jurados ou ameaças à segurança.

O que muda com a decisão

Com a transferência aprovada pelo TRF1, os processos criminais contra os dois executores voltaram a tramitar separadamente. Isso significa que cada réu terá seu próprio julgamento, o que deve tornar os júris mais rápidos e eficientes.

Os processos agora ficam sob responsabilidade da Justiça Federal em Manaus. A capital amazonense tem estrutura maior e mais recursos para realizar julgamentos complexos como este.

Ainda não existe data marcada para a realização do Tribunal do Júri. No entanto, com o desaforamento já aprovado, o processo está apto para avançar para a fase final de julgamento.

Em Manaus, será mais fácil reunir os jurados, garantir a segurança do júri e dar continuidade ao processo sem os obstáculos logísticos enfrentados no interior do estado.

Relembre o caso

Bruno Pereira, indigenista da Funai, e Dom Phillips, jornalista britânico, foram assassinados a tiros em 5 de junho de 2022. Os crimes aconteceram no município de Atalaia do Norte, no Amazonas, quando os dois visitavam comunidades próximas à Terra Indígena Vale do Javari.

O caso ganhou repercussão internacional e gerou forte comoção. Desde o início das investigações, o MPF atua para responsabilizar todos os envolvidos nos crimes.

Além dos dois executores que terão júri em Manaus, outras pessoas também respondem por envolvimento no caso, incluindo acusações de ocultação de cadáver e associação criminosa.

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