Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos – – –
Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima – – –
Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE – – –
STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo – – –
TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes – – –
Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos – – –
TSE informa, em nota, que não determinará a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar – – –
Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (23) – – –
TRF3 e Mackenzie lançam plataforma para localizar intérpretes forenses – – –
Congressistas dos EUA querem reunião hoje com Meta para cobrar explicações sobre eleições no Brasil – – –
Nicolas Maduro é capturado por militares dos EUA

Maduro se declara inocente e denuncia sequestro pelos EUA

Há 10 meses
Atualizado segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Em sua primeira aparição no tribunal após a captura militar dos Estados Unidos, o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro declarou-se inocente das acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A audiência ocorreu nesta segunda-feira (5), em um tribunal federal de Manhattan, Nova York, e marcou o início formal de um processo judicial que promete ter forte impacto político internacional.

Vestido com uniforme de presidiário, acompanhado por intérprete e um advogado de alto perfil, Maduro afirmou: “Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente. Ainda sou o presidente do meu país.” O juiz Alvin Hellerstein interrompeu a declaração antes que Maduro prosseguisse com críticas à operação que o capturou no sábado (3).

Casal enfrenta quatro acusações criminais

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, também presente na audiência, enfrentam quatro acusações formais, incluindo narcoterrorismo, conspiração para tráfico de cocaína e posse de armas e dispositivos destrutivos. Ambos se declararam inocentes, e a próxima audiência foi marcada para o dia 17 de março.

A denúncia sustenta que Maduro liderava o Cartel de los Soles, um grupo criminoso venezuelano que teria cooperado com cartéis mexicanos, as Farc colombianas e a gangue Tren de Aragua. Segundo os promotores, o esquema envolvia o envio de toneladas de cocaína aos EUA ao longo de duas décadas.

O Departamento de Justiça americano atualizou as acusações com novos nomes e detalhes logo após a operação de captura, tornando público um dossiê que remonta à atuação política de Maduro desde o ano 2000.

Defesa é liderada por advogado de Julian Assange

Para sua defesa, Maduro contratou Barry Pollack, renomado advogado criminalista conhecido por representar Julian Assange por mais de uma década. A escolha de Pollack sinaliza uma estratégia de confronto jurídico e político no tribunal americano.

Cilia Flores será representada por Mark Donelly, ex-promotor federal experiente. Ambos terão de enfrentar não apenas acusações penais, mas também a contestação do próprio status político e diplomático.

Operação gera críticas sobre legalidade e soberania

A operação de captura, realizada por forças dos EUA em solo venezuelano, já é considerada a maior intervenção militar americana na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989. A legalidade do ato vem sendo duramente questionada por especialistas em direito internacional e denunciada por líderes globais, incluindo Rússia, China, Colômbia e membros da ONU.

Maduro alegou ter sido “sequestrado” por uma potência estrangeira com o objetivo de “disfarçar projetos imperialistas sobre as reservas de petróleo venezuelanas”. A defesa, ao que tudo indica, deverá explorar esse argumento nas próximas etapas do julgamento.

Promotores afirmam que acusação é sólida

Os promotores federais garantem que o caso está amparado por “provas esmagadoras”, incluindo registros de transações financeiras e cooperação de delatores. Eles também sustentam que Maduro usou sua posição política para facilitar o tráfico internacional, protegendo rotas e organizações criminosas.

Durante a audiência, o juiz Hellerstein informou ao casal sobre seus direitos de comunicação com o consulado venezuelano. Ambos foram escoltados por agentes fortemente armados desde o Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, até o tribunal.

Enquanto o processo avança nos EUA, cresce o debate internacional sobre os limites da soberania nacional, a validade jurídica de intervenções armadas e o uso da Justiça como instrumento de política externa.

Autor

Leia mais

Ministro André Mendonça, do TSE

Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos

Há 20 horas
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima

Há 22 horas

Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE

Há 22 horas

STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo

Há 22 horas
Trecho da construção da Ferrovia Transnordestina

TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes

Há 22 horas

Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos

Há 23 horas