Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos – – –
Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima – – –
Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE – – –
STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo – – –
TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes – – –
Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos – – –
TSE informa, em nota, que não determinará a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar – – –
Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (23) – – –
TRF3 e Mackenzie lançam plataforma para localizar intérpretes forenses – – –
Congressistas dos EUA querem reunião hoje com Meta para cobrar explicações sobre eleições no Brasil – – –

MPF aponta irregularidades em titulações sem aval federal na fronteira do país

Há 12 meses
Atualizado quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Da redação

A Justiça Federal determinou, de forma liminar, que o Instituto de Terras e Colonização de Roraima (Iteraima) suspenda imediatamente a emissão de novos títulos de propriedade em áreas localizadas na faixa de fronteira. A decisão atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que ajuizou ação civil pública após constatar a ausência de autorização do Conselho de Defesa Nacional (CDN) nos processos de regularização fundiária.

Segundo as investigações, o Iteraima vinha promovendo a titulação de terras públicas sem seguir o procedimento exigido pela legislação federal. O MPF apontou que, até o final de 2023, foram concedidos 1.771 títulos sem o aval do CDN e que outros 6.782 processos estavam em andamento. A Justiça fixou multa diária de R$ 10 mil caso o órgão descumpra a decisão.

O Ministério Público relatou ainda que tentou solucionar o impasse por meio de um termo de ajustamento de conduta (TAC), mas o governo estadual recusou a proposta. Para o MPF, a falta de controle federal sobre a alienação dessas áreas coloca em risco interesses estratégicos de soberania e segurança nacional.

Risco de consolidação de situações ilegais

Na decisão, a Justiça destacou que permitir a continuidade da emissão de títulos sem o consentimento do Conselho de Defesa Nacional pode consolidar situações jurídicas precárias e dificultar futuras anulações. A liminar determina que o Iteraima adeque todos os seus procedimentos administrativos fundiários em até 30 dias.

Além disso, o órgão estadual deverá seguir as regras da Instrução Normativa nº 122/2022 do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Essa norma estabelece os trâmites para a solicitação de assentimento prévio do CDN em casos que envolvem terras situadas em faixas de fronteira. A Justiça determinou que o Iteraima cumpra essa normativa até editar sua própria regulamentação.

O despacho judicial reforça que, enquanto não houver autorização expressa do CDN, o órgão estadual está proibido de emitir títulos definitivos de domínio, doação ou concessão de uso em qualquer área inserida na zona de fronteira.

Faixa de fronteira é área estratégica de soberania

A faixa de fronteira compreende uma extensão de até 150 quilômetros ao longo dos limites terrestres do Brasil com outros países. Essa área é considerada de interesse fundamental para a defesa do território nacional e, por isso, sujeita a regras especiais de ocupação e uso. O controle das titulações visa evitar que a posse e o domínio dessas terras sejam transferidos de forma irregular, sem o devido acompanhamento do governo federal.

De acordo com a legislação, qualquer alienação — seja venda, doação ou concessão — de terras públicas dentro dessa faixa depende de autorização do Conselho de Defesa Nacional, órgão vinculado diretamente à Presidência da República. O objetivo é garantir que decisões sobre o uso da terra em regiões sensíveis à segurança nacional sejam tomadas com base em critérios estratégicos.

Com a decisão liminar, o MPF reforça o entendimento de que o controle fundiário nas faixas de fronteira é um instrumento essencial de proteção do território e da soberania brasileira, especialmente em estados como Roraima, que fazem divisa com a Venezuela e a Guiana.

Autor

Leia mais

Ministro André Mendonça, do TSE

Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos

Há 2 dias
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima

Há 2 dias

Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE

Há 2 dias

STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo

Há 2 dias
Trecho da construção da Ferrovia Transnordestina

TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes

Há 2 dias

Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos

Há 2 dias