Da Redação
Para boa parte dos cientistas sociais e especialistas em marketing, a vitória de Lula, com praticamente todas as pesquisas apontando para o favoritismo de Flávio Bolsonaro (PL), foi resultado do grande trabalho realizado durante o segundo turno nas redes sociais e nos movimentos de rua, que atraíram milhares de apoiadores.
Depois de uma campanha de primeiro turno considerada menos mobilizadora, o presidente passou a investir em uma linguagem mais informal, com vídeos gravados no formato selfie e mensagens direcionadas diretamente aos eleitores.
Exército de Lula
O grande destaque foi o chamado “Exército de Lula”, grupo impulsionado pelo deputado André Janones (Rede-MG), organizado no WhatsApp — que reuniu quase 11 milhões de pessoas. A iniciativa ajudou a ampliar a circulação de conteúdos favoráveis ao petista e a intensificar a presença da militância nas plataformas digitais.
Nas redes, a campanha também passou a explorar temas relacionados ao adversário e a alertar eleitores sobre possíveis consequências de uma eventual vitória da oposição para direitos e programas sociais. Ao mesmo tempo, movimentos sociais e estudantes promoveram atos em diferentes cidades, ampliando a presença de apoiadores nas ruas durante a reta final.
Mudanças no governo
Esse resultado fez o presidente dizer, no seu discurso de vitória, que pretende “mudar o jeito de governar o país”. Ele destacou a importância das mídias sociais. “Quero dizer para vocês que nós vamos fazer o povo participar mais das nossas decisões, e que a comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande no meu governo”, destacou ele.
O presidente reeleito fez um agradecimento especial a André Janones (Rede-MG), que considerou central na estratégia para o segundo turno, e ao governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), que deu um celular ao presidente e também integrou a coordenação digital da campanha.
— Com Agências de Notícias