Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos – – –
Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima – – –
Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE – – –
STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo – – –
TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes – – –
Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos – – –
TSE informa, em nota, que não determinará a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar – – –
Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (23) – – –
TRF3 e Mackenzie lançam plataforma para localizar intérpretes forenses – – –
Congressistas dos EUA querem reunião hoje com Meta para cobrar explicações sobre eleições no Brasil – – –

Péter Magyar derrota Orbán e encerra 16 anos de domínio na Hungria

Há 7 meses
Atualizado segunda-feira, 13 de abril de 2026

Da Redação

A Hungria virou uma página da história neste domingo, 12 de abril. O primeiro-ministro Viktor Orbán, que governou o país por 16 anos, foi derrotado nas eleições parlamentares pelo partido Tisza, liderado por Péter Magyar. Com quase todos os votos apurados, a oposição garantiu uma vitória expressiva — e Magyar deve assumir o cargo de primeiro-ministro nos próximos dias.

O resultado foi celebrado por lideranças de toda a Europa e representa uma mudança profunda na política húngara, que nos últimos anos se afastou da União Europeia e se aproximou da Rússia.

Uma vitória folgada nas urnas

Com 98,74% dos votos contabilizados, o Tisza obteve 138 das 199 cadeiras do parlamento. O Fidesz, partido de Orbán, ficou com apenas 55 assentos. A extrema-direita do Mi Hazánk conquistou 6 vagas. Com maioria ampla, Magyar terá condições de aprovar leis, desfazer medidas de Orbán e reconstruir os laços com o bloco europeu sem depender de alianças.

A participação popular também foi histórica: até as 18h30 do horário local, mais de 77% do eleitorado já havia votado — o maior índice desde o fim do regime comunista no país.

O que disse cada lado

Ao reconhecer a derrota, Orbán classificou o resultado como “doloroso”, parabenizou o vencedor e prometeu continuar servindo à Hungria pela oposição. Já Magyar celebrou com milhares de apoiadores às margens do rio Danúbio, em Budapeste.

“Esta noite, a verdade prevaleceu sobre a mentira”, disse Magyar em discurso emocionado. Antes mesmo do fechamento das urnas, ele havia pedido que os eleitores mantivessem a calma e a alegria — e prometeu, caso vencesse, um “grande carnaval húngaro”.

Quem é Péter Magyar

Magyar tem 45 anos e foi, por anos, parte do próprio círculo político de Orbán. Ele rompeu com o Fidesz em 2024, fundou o Tisza e começou a percorrer o país em comícios intensos, chegando a visitar até seis cidades por dia. Sua campanha mirou temas do cotidiano: a degradação da saúde pública, os problemas no transporte e o que ele chama de corrupção sistemática no governo.

Nas eleições para o Parlamento Europeu, em 2024, o Tisza já havia surpreendido ao obter 30% dos votos, e Magyar assumiu uma cadeira de eurodeputado. O partido integra o Partido Popular Europeu, principal bloco de centro-direita da União Europeia.

Por que essa eleição importa para a Europa

Durante seus 16 anos no poder, Orbán entrou em rota de colisão com Bruxelas em diversas frentes: restringiu direitos de minorias, enfraqueceu a liberdade de imprensa e usou repetidamente o poder de veto húngaro para travar decisões do bloco. O episódio mais recente foi o bloqueio de um empréstimo de 90 bilhões de euros da União Europeia à Ucrânia.

A relação de Orbán com Vladimir Putin também gerou alarme. Revelações recentes apontaram que um integrante do seu governo repassava regularmente informações de reuniões da UE para Moscou. Serviços de inteligência de outros países chegaram a apontar tentativas russas de interferir na eleição em favor de Orbán.

Europa comemora, Rússia perde um aliado

A reação internacional foi imediata. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que “a Hungria escolheu a Europa”. O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, disse estar pronto para avançar na cooperação com o novo governo húngaro.

Do lado oposto, Donald Trump e o movimento MAGA americano torciam por Orbán. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, chegou a visitar a Hungria na semana anterior à eleição para reforçar esse apoio — o que não foi suficiente para reverter o humor do eleitorado húngaro.

O caminho à frente

A vitória de Magyar abre espaço para que a Hungria retome seu papel dentro da União Europeia e reverta o alinhamento com Moscou construído por Orbán. Ainda assim, desafios existem: o sistema eleitoral foi redesenhado pelo Fidesz ao longo dos anos para favorecer o partido, e a mídia pública segue sendo um instrumento de propaganda governista — algo que o novo governo deverá enfrentar.

Magyar convocou os húngaros a perguntar “o que podem fazer pela pátria”, parafraseando o discurso de posse de John F. Kennedy. A frase resume bem o tom de sua campanha: menos ideologia, mais pragmatismo — e uma aposta na reconexão da Hungria com seus vizinhos europeus.

Autor

Leia mais

Ministro André Mendonça, do TSE

Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos

Há 2 dias
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima

Há 2 dias

Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE

Há 2 dias

STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo

Há 2 dias
Trecho da construção da Ferrovia Transnordestina

TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes

Há 2 dias

Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos

Há 2 dias