Da Redação
A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (11/08), mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário de governo do Maranhão Raimundo Cutrim no âmbito de uma investigação que apura perseguição ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação policial foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a pedido da PF e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Cutrim, que já foi deputado estadual, entrou na mira dos investigadores após a análise de materiais apreendidos com Luís Pablo Conceição de Almeida, que se identifica como jornalista — e foi alvo de busca e apreensão em março passado, quando teve celular e computador recolhidos pela PF.
Documentos sigilosos
Segundo as informações obtidas durante a investigação, o ex-secretário é uma fonte do suposto jornalista. A PF busca esclarecer como Luís Pablo obteve documentos e dados sigilosos, como trajetos, horários, endereços e placas de veículos blindados do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) usados por Flávio Dino, além de rotinas da sua equipe de segurança.
A apuração também avançou sobre pessoas que ajudaram o blogueiro na obtenção de informações. A PF quer saber, entre outros pontos, a origem de dados utilizados nas publicações e eventual acesso indevido a sistemas públicos.
Informações divulgadas sobre o inquérito mencionam consultas a bases ligadas ao Detran e ao Judiciário maranhense. A defesa de Cutrim afirmou que ainda não teve acesso aos processos relacionados às operações e sustentou que as medidas desta terça-feira estão vinculadas a reportagens sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por Dino.
Mais de 350 processos
Conforme informações veiculadas na plataforma Jusbrasil, Luís Pablo aparece em mais de 350 processos como réu. Em alguns por extorsão, em outros, por deixar de pagar salários e direitos trabalhistas
As investigações levam à suspeita de que Luís Pablo integra uma organização criminosa que age mais ativamente em períodos eleitorais, quando vende a publicação de ataques ou imunidades para interferir nas eleições e criticar integrantes do Judiciário e políticos com notícias falsas.
— Com Agências de Notícias