STF ratifica condenação de Eduardo Bolsonaro por coação processual – – –
Para ministro Gilmar Mendes, do STF, reajuste do Bolsa Família não fere regras eleitorais – – –
Banco não pode rescindir conta corrente sem aviso prévio, decide TJSP – – –
Aposentados que votarem nas eleições ficarão liberados de fazer prova de vida do INSS – – –
Justiça Federal do DF bloqueia acesso a seis sites que vendiam diplomas e certificados falsos – – –
Pangarés, pero no mucho! – – –
TJDFT mantém condenação de construtora por desabamento de muro de arrimo – – –
TJDFT nega indenização a vítima de deepfake em caso ocorrido antes da decisão do STF sobre o tema – – –
Moraes determina que defesa informe data de exame de sangue de Bolsonaro – – –
Uber é condenada a pagar R$ 206 milhões por morte de jovem – – –
Reconhecido tempo especial a homem que trabalhou anos exposto à alta tensão no Metrô

Reconhecido tempo especial a homem que trabalhou durante anos exposto à alta tensão elétrica no Metrô de SP

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Da Redação

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF 3) manteve decisão que reconheceu tempo especial a um segurado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que exerceu funções de operador de estação e supervisor de linha na Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô).

Com a decisão, em julgamento pela 9ª Turma da Corte, os desembargadores federais que integram o colegiado determinaram ao INSS a revisão da aposentadoria do homem por tempo de contribuição. 

Os magistrados consideraram, na avaliação do processo — a Apelação Cível Nº 5012215-36.2024.4.03.6183 — documentos apresentados como Informações dos Perfis Profissiográficos Previdenciários (PPPs) e outros laudos que demonstraram que o trabalhador atuou e desempenhou atividades exposto a tensão elétrica superior a 250 volts. 

Revisão da aposentadoria

O autor da ação acionou o Judiciário solicitando o reconhecimento da especialidade dos períodos de julho de 2002 a dezembro de 2017 e a revisão da aposentadoria por tempo de contribuição. Mas após a 7ª Vara Previdenciária Federal de São Paulo/SP ter atendido ao pedido, o setor jurídico do INSS recorreu ao TRF 3. 

O INSS argumentou ausência de exposição habitual e permanente à tensão elétrica superior a 250 volts. Além disso, sustentou que a eletricidade foi excluída do rol legal de agentes nocivos aos trabalhadores para efeito de aposentadoria a partir de 5 de março de 1997.   

Porém, ao analisar o caso, a relatora do processo no Tribunal, desembargadora federal Ana Yucker, seguiu jurisprudência do TRF 3 sobre o risco potencial da função. 

Ela afirmou, no seu relatório/voto que “tratando-se de altas tensões elétricas, com caráter de periculosidade, a caracterização de atividade especial independe da exposição do segurado durante toda a jornada de trabalho”. 

Tema fixado pelo STJ

A magistrada observou, também, que o item 1.1.8 do Decreto nº 53.831/1964 descreve a eletricidade como perigosa em serviços expostos à tensão superior a 250 volts.

Dispositivo que, segundo a relatora, pode ser aplicado em data posterior a 5 de março de 1997, “pelo caráter exemplificativo do rol de agentes nocivos”, conforme estabelece o Tema 534 do Superior Tribunal de Justiça.  

Os magistrados da Turma, por unanimidade, acolheram o voto da relatora e negaram provimento ao recurso. O INSS deverá efetuar a revisão da aposentadoria por tempo de contribuição e pagar as diferenças do trabalhador desde agosto de 2021. 

-Com informações do TRF 3

Leia mais

STF ratifica condenação de Eduardo Bolsonaro por coação processual

Há 2 dias
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Para ministro Gilmar Mendes, do STF, reajuste do Bolsa Família não fere regras eleitorais

Há 2 dias
Balança da Justiça, Martelo da Justiça e código

Banco não pode rescindir conta corrente sem aviso prévio, decide TJSP

Há 2 dias
Idoso votando dentro de uma cabine de votação

Aposentados que votarem nas eleições ficarão liberados de fazer prova de vida do INSS

Há 2 dias
Diplomas falsos

Justiça Federal do DF bloqueia acesso a seis sites que vendiam diplomas e certificados falsos

Há 2 dias

Pangarés, pero no mucho!

Há 2 dias