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STF e CNJ retomam rede de articulação institucional com foco no diálogo com o Congresso Nacional

Há 5 meses
Atualizado sexta-feira, 12 de junho de 2026

Da Redação

O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reuniram nesta sexta-feira (12) representantes das assessorias parlamentares e de relações institucionais de todo o sistema de Justiça federal para marcar a retomada formal de uma rede de articulação entre as instituições. O encontro reuniu integrantes do Poder Judiciário da União, do Ministério Público da União (MPU), da Defensoria Pública da União (DPU) e da Advocacia-Geral da União (AGU), com o objetivo de ampliar a cooperação e aprimorar o acompanhamento conjunto de temas de interesse comum em tramitação no Congresso Nacional. A iniciativa foi apresentada pelo presidente do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin, como um passo estratégico para fortalecer o diálogo entre os Poderes e dar maior visibilidade ao trabalho do sistema de Justiça em benefício da sociedade.

Fachin manifestou a expectativa de que a rede tenha caráter permanente e não se limite a um encontro pontual. Para o ministro, a articulação entre as assessorias parlamentares das diferentes instituições é fundamental para garantir que as pautas do sistema de Justiça sejam acompanhadas com coesão e efetividade no Legislativo. O presidente do STF ressaltou que essa integração não serve a interesses individuais, mas sim a objetivos institucionais voltados ao serviço público.

O papel das assessorias parlamentares

Um dos pontos centrais da fala de Fachin foi o reconhecimento do papel estratégico das assessorias parlamentares e de relações institucionais na interlocução com o Congresso Nacional. “Gostaria de enaltecer o papel das assessorias parlamentares neste fomento do diálogo republicano com o Congresso Nacional, que é imprescindível para todos nós”, afirmou o ministro durante a reunião. Para ele, essas estruturas são peças-chave na construção do diálogo entre os Poderes e na manutenção de relações institucionais saudáveis e produtivas.

Fachin também fez questão de delimitar o escopo de atuação dessas assessorias, deixando claro que o trabalho deve estar orientado exclusivamente pela defesa dos interesses das instituições e da sociedade. “Nós não temos nem devemos ter pautas pessoais. As nossas pautas são legítimas pautas institucionais, que atendem às instituições e, portanto, se prestam ao serviço da sociedade”, disse. A declaração reforça a expectativa de que a rede atue de forma técnica e republicana, sem instrumentalização política.

Pautas debatidas no encontro

Durante a reunião, foram debatidos temas relacionados à tramitação de proposições legislativas de interesse do sistema de Justiça, questões orçamentárias e outras pautas comuns às instituições participantes. O formato do encontro privilegiou o intercâmbio de informações e a construção de uma agenda compartilhada, de modo que as diferentes assessorias possam atuar de forma coordenada no acompanhamento dos temas no Congresso.

A diversidade de instituições presentes reflete a abrangência da iniciativa. Participaram representantes das assessorias do STF e CNJ, do Superior Tribunal de Justiça e Conselho da Justiça Federal (STJ/CJF), do Superior Tribunal Militar (STM), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), além do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério Público Militar (MPM), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), da Defensoria Pública da União (DPU) e da Advocacia-Geral da União (AGU).

Cooperação permanente como meta

A reunião desta sexta-feira foi apresentada não como um evento isolado, mas como o ponto de partida para uma articulação contínua. A proposta é que as assessorias se reúnam regularmente para trocar informações, alinhar estratégias e atuar de forma mais integrada diante dos temas legislativos que afetam o funcionamento do sistema de Justiça. A regularidade dos encontros é vista como condição essencial para que a rede produza resultados concretos.

A retomada da rede ocorre em um momento de intensa atividade legislativa no Congresso Nacional, com diversas propostas em tramitação que impactam diretamente a estrutura e o funcionamento do Judiciário, do Ministério Público e das demais instituições participantes. A coordenação entre as assessorias pode ser determinante para que essas instituições se façam ouvir de forma mais eficaz no processo legislativo, sem perder de vista o compromisso com a independência e a imparcialidade que devem caracterizar sua atuação.

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