Pesquisa Datafolha aponta 47% para Flávio e 46% para Lula; quando computados os votos válidos, cada um têm 50%  – – –
Mendonça diz que não cabe ao TSE autorizar quebra de sigilo e que candidatos são livres para “abrir dados” – – –
STF fixa início do prazo de dez anos para devolução de PIS e Cofins na conta de luz – – –
Presidente do STF suspende licença de projeto de mineração ‘Volta Grande’, localizado em terras indígenas do PA – – –
Justiça condena Estado de SP a indenizar vítima de perseguição política e tortura por agentes locais na ditadura – – –
TSE determina que imagens de pessoas em propaganda eleitoral devem aparecer sempre borradas  – – –
Corregedor eleitoral nega pedido de Flávio para suspender canais do governo – – –
STF mantém regras de organização da Polícia Penal de São Paulo – – –
Presidente do TSE dá 24 horas à Meta para apresentar relatório técnico sobre canal ‘Exército do Lula’ – – –
TST aumenta 6x a indenização para gestante obrigada a vomitar em lata de lixo – – –

STF retoma julgamento sobre o Marco Civil da Internet com voto de Flávio Dino

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Por Karina Zuccoloto

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou namanhã desta terça-feira (11) o julgamento que discute a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet, um dos dispositivos mais relevantes da legislação digital brasileira. O artigo estabelece que conteúdos considerados ofensivos ou ilegais só podem ser removidos de redes sociais mediante ordem judicial.

O julgamento é acompanhado de perto por especialistas em direito digital, plataformas tecnológicas, defensores da liberdade de expressão e do combate à desinformação.

Polêmica com votos dispersos

O relator original da ação, ministro Luiz Fux, já votou pela inconstitucionalidade do artigo, defendendo que, em casos que envolvam crimes, as plataformas devem ser responsabilizadas e obrigadas a remover os conteúdos mesmo sem decisão judicial. O ministro Dias Toffoli acompanhou essa linha, mas de forma ainda mais ampla, sinalizando uma flexibilização maior na responsabilização das plataformas.

Na outra ponta, o ministro André Mendonça apresentou voto na semana passada pela total constitucionalidade do dispositivo, defendendo que a exigência de ordem judicial é necessária para evitar abusos e garantir o devido processo legal. Em sua análise, retirar conteúdos da internet sem chancela do Judiciário pode representar risco à liberdade de expressão e abrir espaço para censura.

Já o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, adotou uma posição intermediária: segundo ele, a remoção sem ordem judicial pode ser admitida em casos de crimes claros, como pedofilia ou incitação à violência, desde que haja uma notificação extrajudicial formal à plataforma. No entanto, para crimes contra a honra — como calúnia, difamação ou injúria — Barroso considera indispensável a análise judicial, por envolverem juízo de valor subjetivo.

Sem maioria

Com esses quatro votos, o plenário do STF ainda não tem maioria consolidada, pois nenhum dos ministros votou de maneira idêntica. Cada posição apresenta nuances distintas sobre o grau de responsabilização das plataformas digitais e os limites entre moderação de conteúdo e censura.

Na sessão desta terça, o ministro Flávio Dino apresenta seu voto, o que pode começar a indicar uma tendência de posicionamento da Corte. Ex-ministro da Justiça e defensor de políticas de combate à desinformação, Dino tem sinalizado preocupação com o uso da internet para práticas criminosas, o que poderá influenciar sua análise sobre o tema.

Um marco para o futuro

O julgamento é considerado um marco para o futuro da regulação das redes sociais no Brasil e poderá abrir caminho para mudanças legislativas ou diretrizes mais claras sobre a atuação das plataformas diante de conteúdos ilícitos.

A decisão do STF terá impacto direto na forma como Facebook, X (antigo Twitter), Instagram, TikTok, YouTube e outras plataformas operam no país, especialmente em um contexto de crescente preocupação com fake news, discurso de ódio e ataques à democracia.

Autor

Leia mais

Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL)

Pesquisa Datafolha aponta 47% para Flávio e 46% para Lula; quando computados os votos válidos, cada um têm 50% 

Há 3 horas
Ministro André Mendonça, do TSE

Mendonça diz que não cabe ao TSE autorizar quebra de sigilo e que candidatos são livres para “abrir dados”

Há 3 horas

STF fixa início do prazo de dez anos para devolução de PIS e Cofins na conta de luz

Há 3 horas
Presidente do STF, ministro Edson Fachin

Presidente do STF suspende licença de projeto de mineração ‘Volta Grande’, localizado em terras indígenas do PA

Há 4 horas
Sede do TJSP

Justiça condena Estado de SP a indenizar vítima de perseguição política e tortura por agentes locais na ditadura

Há 4 horas
Sessão plenária do TSE

TSE determina que imagens de pessoas em propaganda eleitoral devem aparecer sempre borradas 

Há 5 horas