Da Redação
Representantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Polícia Federal realizaram a última reunião para concluir, nos próximos dias, toda a estrutura de segurança dentro da atuação conjunta entre instituições com vistas às eleições. O objetivo é garantir votações tranquilas tanto no próximo dia 4 de outubro, como no dia 25, quando será realizado o segundo turno do pleito.
Na reunião desta quinta-feira (24/09), que contou com cerca de 253 integrantes (realizada de forma remota), o presidente do Tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que “a democracia se fortalece quando a cidadã e o cidadão têm assegurado o direito de participar da vida pública em um ambiente de liberdade, respeito e segurança”.
Enfrentamento dos crimes eleitorais
Ao reconhecer e agradecer a atuação da Polícia Federal nas Eleições 2026, Nunes Marques destacou a relevância desse trabalho de planejamento para o país.
Especialmente na definição das ações de segurança, no enfrentamento dos crimes eleitorais, no combate às diversas formas de violência e na preservação das condições necessárias para que o processo eleitoral “transcorra com normalidade, segurança e pleno respeito à Constituição e às leis da República”.
Como de praxe, a reunião é realizada sempre uma semana antes das eleições, como parte da preparação para o pleito. E como aconteceu em eleições anteriores, contou com a participação de profissionais que atuam em diferentes etapas.
Planejamento operacional
Desde o planejamento operacional de segurança para o dia da votação até a apuração de crimes eleitorais, cibernéticos e de ódio, além de ações de análise, inteligência e enfrentamento do crime organizado no contexto eleitoral.
O encontro contou com a presença do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues; o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Dennis Cali; superintendentes regionais da PF; bem como delegadas e delegados Regionais de Polícia Judiciária (DRPJs), responsáveis pela coordenação do Planejamento Operacional nos estados.
Delegados e delegadas de todo o país
Participaram, também, delegadas e delegados Federais que atuam na apuração dos crimes eleitorais, a cargo das Delegacias de Defesa Institucional (DELINSTs), nas Superintendências Regionais da PF, e das Delegacias Descentralizadas; delegadas e delegados das Delegacias de Repressão a Crimes Cibernéticos (DELECIBERs).
Além de coordenadores das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), forças-tarefas permanentes criadas pelo MJSP, em cooperação com órgãos estaduais e federais, para atuar de forma coordenada contra o crime organizado; e chefes de Inteligência da Polícia Federal.
Desafios próprios a cada eleição
Segundo o presidente do TSE, cada eleição apresenta desafios próprios e o próximo pleito não será diferente. “Todos estamos vivendo em um período de profundas transformações tecnológicas, marcado pela crescente popularização da inteligência artificial e por novas dinâmicas de produção e circulação da informação”, frisou.
“São avanços que trazem benefícios inegáveis à sociedade, mas que também impõem às instituições públicas o permanente desafio de acompanhar as mudanças e atuar de forma coordenada para proteger a integridade do processo eleitoral”, afirmou o ministro.
— Com informações do TSE