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MPF denuncia Eduardo Bolsonaro e blogueiro por coação em processo judicial no STF

Há 1 ano
Atualizado segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Da Redação

O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet Branco, apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Renato Figueiredo Filho por coação em processo judicial. A acusação aponta articulação entre os denunciados para intervir em processos que envolvem Jair Bolsonaro e o próprio blogueiro.

A denúncia foi protocolada nesta segunda-feira (22) no STF. O documento fundamenta-se em declarações públicas dos próprios denunciados nas redes sociais. Também inclui dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos em medidas cautelares.

Caracterização do crime de coação judicial

O Procurador-Geral enquadra as condutas no artigo 344 do Código Penal. O crime de coação consiste em usar violência ou grave ameaça contra autoridades judiciárias. O objetivo seria favorecer interesses próprios ou de terceiros em processos judiciais.

Segundo Paulo Gonet, as ameaças são inequívocas e consistentes contra o sistema judicial. Os denunciados teriam se empenhado de forma reiterada para submeter interesses públicos aos pessoais. A estratégia incluía pressionar autoridades para beneficiar investigados em processos criminais.

Ameaças envolvendo autoridades norte-americanas

A denúncia revela que os acusados ameaçavam autoridades judiciárias com sanções internacionais. “Ameaçavam as autoridades judiciárias e de outros Poderes com a promessa de que conseguiriam de autoridades norte-americanas sanções dispostas para dificultar e arruinar suas vidas civis”, declarou Paulo Gonet ao STF.

As ameaças tinham objetivo específico de influenciar o desfecho de processos criminais. Também visavam pressionar pela aprovação de anistia no Congresso Nacional. A anistia seria “extensiva necessária e prioritariamente a Jair Bolsonaro”, segundo o documento.

Pedido de reparação de danos

Além da condenação pelo crime de coação, o MPF solicita reparação pelos danos causados. O Procurador-Geral considera que as ações criminosas geraram prejuízos ao sistema judiciário. A denúncia aguarda análise e julgamento pelo Supremo Tribunal Federal.

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