STM mantém condenação de cabo do Exército por apresentação de documentos falsos – – –
Três vezes Scorsese – – –
Nova resolução do CNJ permite ao órgão monitorar ordens de bloqueio de créditos – – –
Regime prisional não retroage para desconstituir tempo de pena em regime aberto, decide TJSP – – –
Defesa diz que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram modificados após apreensão pela PF – – –
Juiz que beneficiou réu do 8 de Janeiro escapa de inquérito no STF, mas segue sob análise do CNJ – – –
Certidões de óbito de pessoas mortas por policiais terão de detalhar contexto, além da causa médica – – –
TSE pede para Congresso incluir na Lei da Ficha Limpa inelegibilidade de quem comete violência doméstica – – –
STJ nega novo recurso apresentado pela defesa do ex-jogador Robinho, que cumpre pena em Limeira (SP) – – –
Ministro Alexandre de Moraes, do STF, determina arquivamento de inquérito contra youtuber Monark – – –

Defesa de coronel Corrêa Netto alega ausência de provas em julgamento sobre tentativa de golpe no STF

Há 12 meses
Atualizado terça-feira, 11 de novembro de 2025

Por Hylda Cavalcanti

A sessão de julgamento da Ação Penal (AP) 2696, iniciou nesta terça-feira (11/11) por volta de 9h com a leitura do resumo do caso pelo ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se pela acusação e depois, teve início a apresentação da defesa do primeiro réu, o coronel do Exército Bernardo Romão Corrêa Netto, que teve até uma hora para apresentar seus argumentos.   

Advogados do coronel Corrêa Netto, o Dr. Ruyter de Miranda Barcellos e o Dr. Ricardo Medrado de Aguiar, afirmaram que não há evidências de participação do militar no plano Punhal Verde Amarelo e destacaram que ele cumpria missão oficial quando foi preso.

Segundo os defensores, Corrêa Netto sempre cumpriu suas missões de forma discreta e respeitando a hierarquia militar. Eles negaram qualquer participação do coronel no documento conhecido como plano Punhal Verde Amarelo, que teria detalhado estratégias para impedir a posse do governo eleito.

Questionamentos sobre hipóteses não comprovadas

Barcellos questionou como poderia defender seu cliente baseando-se apenas em hipóteses. “Como vou defender meu cliente de meras hipóteses?”, indagou o advogado durante o julgamento no STF.

O advogado afirmou que o superior hierárquico do coronel declarou, durante a fase acusatória, que Corrêa Netto não abordou ninguém para tratar de estratégias golpistas. Barcellos lembrou que, segundo as normas militares, um coronel não poderia tentar convencer generais de exército sobre temas políticos.

A defesa destacou ainda que o Exército era contrário a uma ruptura institucional em 2022, conforme consta no próprio inquérito. Para os advogados, não houve “instinto golpista” por parte do militar acusado.

Missão oficial contestada pela acusação

Um dos pontos centrais da defesa foi esclarecer a viagem do coronel ao exterior no final de 2022. Barcellos relatou que Corrêa Netto recebeu dos superiores uma missão oficial de natureza militar fora do país, não se tratando de fuga.

O militar foi preso e trazido de volta ao Brasil, onde ficou custodiado por 28 dias pela polícia do Exército. A defesa argumentou que a viagem tinha caráter oficial e não representava tentativa de evasão.

Ausência de vínculos com outros réus

Os advogados ressaltaram que o coronel morava em Porto Alegre (RS) e atuava como assistente do Comandante Regional do Sul. Segundo a defesa, ele não participava de grupos de WhatsApp relacionados às articulações investigadas.

Medrado afirmou que Corrêa Netto não tinha ligação com praticamente nenhum dos outros réus, exceto dois deles. O advogado apresentou vídeos de mensagens e argumentou que o conteúdo teria sido mal interpretado durante as investigações.

Os defensores pediram a absolvição do militar por ausência de materialidade e autoria. “Sabemos que a condenação pelo Direito Penal se dá somente por provas cabais”, afirmou Medrado ao encerrar a sustentação oral.

O julgamento do núcleo 3

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal começou a julgar, nesta terça-feira (11), a Ação Penal (AP) 2696, contra mais 10 réus da tentativa de golpe de Estado. Eles integram o chamado Núcleo 3, formado por nove militares de alta patente e um agente da Polícia Federal.  

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR) eles formaram o núcleo de ações táticas da organização criminosa e seriam responsáveis “pelas ações mais severas e violentas do grupo”, incluindo um plano para assassinar autoridades. 

Os réus respondem por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.    

Autor

Leia mais

Cabos do Exército durante desfile

STM mantém condenação de cabo do Exército por apresentação de documentos falsos

Há 23 horas

Três vezes Scorsese

Há 24 horas
Edifício-sede do CNJ em Brasília

Nova resolução do CNJ permite ao órgão monitorar ordens de bloqueio de créditos

Há 1 dia
Sede do TJSP

Regime prisional não retroage para desconstituir tempo de pena em regime aberto, decide TJSP

Há 1 dia

Defesa diz que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram modificados após apreensão pela PF

Há 1 dia
Homem depredando relógio histórico no Palácio do Planalto em 8/1/23

Juiz que beneficiou réu do 8 de Janeiro escapa de inquérito no STF, mas segue sob análise do CNJ

Há 1 dia