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jornalista com microfone na mão

Uma homenagem aos jornalistas pelo seu dia, por Celso de Mello

Há 5 meses
Atualizado terça-feira, 7 de abril de 2026

Neste 07 de abril, “Dia do Jornalista”, saúdo todos os profissionais da Imprensa, cujo ofício, quando exercido com independência, coragem e responsabilidade, traduz uma das mais nobres expressões do serviço à causa da liberdade , da República, da cidadania , do interesse público e do regime democrático.

A lembrança de Líbero Badaró, médico italiano e fundador do jornal paulistano “O Observador Constitucional”, permanece, entre nós, como símbolo da resistência ao arbítrio e de fidelidade à palavra livre. Sua vida e o seu exercício do jornalismo de combate converteram-se em emblema daquilo que jamais pode ser silenciado em uma sociedade democrática: o direito de informar, de criticar e de dizer a verdade.

O atentado que sofreu ocorreu em 20 de novembro de 1830, e sua morte, no dia seguinte, tornou-se marco histórico da luta pela liberdade de imprensa no Brasil.

Associam-se à memória de Líbero Badaró expressões que se tornaram emblemáticas da resistência liberal, entre elas a frase, tradicionalmente a ele atribuída, de que “morre um liberal, mas não morre a liberdade”.

Ainda que tais palavras pertençam hoje mais ao patrimônio da memória cívica brasileira do que à crítica documental estrita, elas traduzem, com admirável força simbólica, o sentido maior de sua vida e de seu martírio político.

A liberdade de imprensa não constitui prerrogativa de uma classe.
Representa direito fundamental do povo e garantia essencial da democracia.

Onde se intimida o jornalista, vulnera-se a cidadania.
Onde se reprime a crítica, corrompe-se a vida pública.
Onde se cala a Imprensa, começa o declínio da liberdade.

Por isso mesmo, aos jornalistas de nosso País , concentro , em SUA pessoa , a minha homenagem, o meu respeito e o meu reconhecimento pela grandeza de sua missão profissional .

Porque – nunca é demasiado assinalar – , sem Imprensa livre, não há democracia viva: há apenas poder sem limite e silêncio sem dignidade!!!

Autor

  • ex-Presidente do Supremo Tribunal Federal, biênio 1997-1999

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