STF julga nesta quarta (21) incidência do ISS na base do PIS/Cofins e acesso a dados sigilosos – – –
Após condenação internacional, CNJ cria mecanismo para rastrear crimes contra defensores de direitos humanos – – –
Campanha de Lula pressiona Globo por checagem de fatos ao vivo em debate com Flávio – – –
Às vésperas do segundo turno, Fachin adverte que tribunais não podem governar no lugar da política – – –
CJF suspende pagamentos de nove precatórios que somam mais de R$ 775 milhões – – –
TSE revê números pela terceira vez e reduz para 453 mudanças nos locais de votação – – –
Pesquisas mostram empate técnico entre presidenciáveis, mas com percentuais diferentes – – –
Flávio e Lula querem anular candidaturas por propaganda irregular e compartilhamento seletivo de conteúdos nas redes – – –
Casal com união estável não pode fazer, via escritura, aplicação retroativa do regime de separação total de bens – – –
Justiça de SP nega prisão preventiva do homem que atropelou tio de Boulos – – –

Advogada vira ré por fraude e ameaças contra cliente

Há 2 meses
Atualizado terça-feira, 18 de agosto de 2026

Da Redação

A Justiça do Distrito Federal recebeu denúncia contra a advogada Gessyka Domenique Messias Araújo de Pietro, acusada de praticar quatro crimes de estelionato contra cliente e efetuar ameaças posteriores. Segundo investigação do Ministério Público, a profissional utilizou sua condição de advogada para fornecer informações falsas sobre processos judiciais, mantendo a vítima iludida com objetivo de angariar recursos financeiros. O prejuízo total soma R$ 11,1 mil.

Fraude em transferência de bens

O primeiro episódio de fraude ocorreu em outubro de 2022, quando a cliente procurou a advogada para regularizar e transferir três veículos que pertenciam ao seu pai. A profissional cobrou R$ 800 pelos serviços, porém não ajuizou a demanda conforme contratado. Posteriormente, informou falsamente que já existia decisão judicial favorável ao caso.

Quando a cliente se dirigiu ao fórum para verificar andamento, descobriu que a demanda nunca havia sido protocolada. Confrontada com a descoberta, a advogada alegou que o processo havia sido arquivado em razão do falecimento do pai da vítima. Sugeriu que a questão deveria ser resolvida mediante inventário.

Ações imobiliárias sem fundamentação

O segundo caso envolveu contratação para ajuizar ação relacionada a problemas construtivos e infestação de cupins na residência da cliente. Foram desembolsados R$ 2 mil em honorários e R$ 549,12 em supostas custas processuais. Diante das solicitações de comprovante de ajuizamento, a profissional apresentou variadas justificativas e afirmou que o processo tramitava sob sigilo.

A advogada forneceu um número de processo que não correspondia a qualquer ação real. Meses depois, indicou outro processo protocolado na Justiça Federal em abril de 2025. Conforme constatado, o feito foi extinto imediatamente por não atender requisitos legais básicos, sem análise do mérito da questão.

Simulação de atuação em inventário

No terceiro episódio fraudulento, a denunciada foi contratada para atuar em inventário com honorários estabelecidos em R$ 8 mil. A cliente efetuou pagamento de R$ 7,1 mil em entrada e parcelas. A advogada informou reiteradamente que atuava no processo e afirmou ter comparecido pessoalmente ao fórum.

Conforme denúncia do MP/DF, a profissional mencionava possuir relacionamento pessoal com o magistrado responsável e enviava prints cortados e vídeos para simular atividades processuais. Quando a cliente visitou o fórum, constatou que nenhum dos atos relatados havia sido executado. A advogada somente se habilitou efetivamente no inventário em janeiro de 2025, após cobrança insistente.

Promessa de acesso bancário

O quarto episódio envolvia supostos valores deixados pelo pai da cliente no Banco do Brasil. A advogada afirmou possuir contato com funcionário da instituição que poderia agilizar liberação sem aguardar inventário. Cobrou R$ 1 mil, alegando necessidade de pagar o bancário para “molhar a mão” e acelerar processo.

Constatando que o dinheiro não foi liberado, a profissional posteriormente cobrou R$ 600 adicionais por supostas custas de ação contra o banco. De fato, apenas uma ação eletrônica em branco, sem petição ou documentos, foi distribuída e posteriormente cancelada.

Ameaças intimidatórias

Após a cliente descobrir as irregularidades e informar que comunicaria os fatos à OAB e autoridades, a vítima recebeu mensagens intimidatórias. Conforme reproduzido na denúncia do Ministério Público, a advogada declarou: “Vou quebrar sua cara, vou quebrar seu carro”. Também foram enviadas mensagens de voz com referências a agressões físicas.

O juiz Joel Rodrigues Chaves Neto determinou a citação da acusada para apresentação de resposta em dez dias.

Informações com agências de notícias.

Autor

Leia mais

STF julga nesta quarta (21) incidência do ISS na base do PIS/Cofins e acesso a dados sigilosos

Há 2 horas

Após condenação internacional, CNJ cria mecanismo para rastrear crimes contra defensores de direitos humanos

Há 3 horas
Lula e Flávio no debate da TV Band

Campanha de Lula pressiona Globo por checagem de fatos ao vivo em debate com Flávio

Há 3 horas
Ministro Edson Fachin no plenário do STF

Às vésperas do segundo turno, Fachin adverte que tribunais não podem governar no lugar da política

Há 4 horas
Sessão plenária do Conselho da Justiça Federal (CJF)

CJF suspende pagamentos de nove precatórios que somam mais de R$ 775 milhões

Há 4 horas

TSE revê números pela terceira vez e reduz para 453 mudanças nos locais de votação

Há 4 horas