Da Redação
A sexta-feira (23/10) começou com mais expectativa ainda em torno da eleição deste domingo (25/10). Depois da mais recente pesquisa da DataFolha, que apontou na noite desta quinta-feira (22/10) empate técnico entre os candidatos com 50% para cada em relação aos votos válidos, a principal polêmica ficou em torno da entrega dos sigilos dos candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) juntamente com os de familiares, sócios, amigos e empresas indicadas por ambos.
O acordo previsto era de que os documentos fossem divulgados até a maia noite de ontem.O presidente Lula liberou um malote com todos os dados prometidos, mas a campanha do PT pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que requisite dados bancários, fiscais e telefônicos relacionados ao senador. Pouco tempo depois, a campanha de Flávio também apresentou todos os documentos.
As duas campanhas entregaram dados
Como o TSE disse que não cabia à Corte decidir qualquer tipo de quebra de sigilo e que a iniciativa deveria ser feita por cada candidato, as duas campanhas apresentaram documentos, declarações, procurações fiscais, bancárias e telefônicas de Lula, Flávio, bem como seus familiares, pessoas próximas e instituições ligadas a ele que aderiram ao compromisso. Entre os nomes citados estão o filho de Lula Lulinha, a primeira-dama Janja da Silva e integrantes da família do presidente.
Na petição encaminhada na noite de ontem ao TSE, o PT argumentou que a divulgação voluntária de documentos não garante que todas as informações sejam apresentadas. Motivo pelo qual Lula defendeu que o próprio Tribunal solicite os dados às fontes oficiais e publique a documentação de maneira integral e simultânea, para assegurar a autenticidade e evitar questionamentos sobre a seleção dos materiais divulgados.
Checagem pelos órgãos oficiais
Entre as medidas solicitadas estão a requisição de informações ao Banco Central, inclusive por meio do sistema CC5, para identificar contas e vínculos associados aos CPFs e CNPJs abrangidos pelo acordo. A campanha do PT também pediu que o Banco Santander forneça dados sobre a conta da Alcazar Holdings, na qual, segundo a petição, Flávio Bolsonaro figura como usuário máster.
Já a campanha do senador, apresentou os documentos sem muita divulgação e informou que constam no malote tudo o que foi acordado. As divulgações estão sendo aguardadas e, conforme o acordo, serão veiculadas de forma simultânea, mas antes precisam ser objeto de checagem sobre se tudo o que foi prometido foi de fato apresentado.
— Com Agências de Notícias