Da Redação
O Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou, nesta quarta-feira (28), que não existe nenhuma decisão judicial autorizando busca e apreensão contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou em imóveis ligados a ele. O esclarecimento veio depois que veículos de imprensa divulgaram que a Polícia Federal faria uma operação na casa do parlamentar em Brasília. Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27), após o ministro Alexandre de Moraes determinar a entrega de seus passaportes.
O que diz a nota do Supremo
Em comunicado oficial, o STF classificou como falsa a notícia sobre um mandado contra o senador. Segundo o tribunal, não houve decisão judicial nesse sentido, nem diligência da polícia ou ação de busca e apreensão.
Na prática, isso significa que nenhum juiz ou ministro autorizou a Polícia Federal a entrar em endereços do senador para recolher documentos, celulares ou outros objetos, como acontece em operações desse tipo.
Como a informação começou a circular
A nota do Supremo foi uma resposta direta ao que havia sido publicado mais cedo. A manifestação ocorreu depois que meios de comunicação informaram que a PF cumpriria o mandado em um endereço do senador, que seria sua residência no Lago Sul, em Brasília. O g1 foi um dos veículos que divulgaram a informação, com base em apuração própria.
Com o posicionamento oficial do STF, a versão de que haveria uma operação policial nesta quarta-feira deixou de se sustentar.
Por que os passaportes foram retidos
O caso ocorre em meio a um momento de tensão após as eleições. A Polícia Federal pediu ao STF medidas contra Flávio apenas sete minutos depois do fim da apuração que confirmou a reeleição do presidente Lula (PT), no domingo (25).
As restrições impostas por Moraes incluem a apreensão dos passaportes comum e diplomático, a proibição de sair do país e a vedação de contato com o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. As investigações apontam movimentações financeiras consideradas fora do padrão, ligações entre empresas do advogado e o setor de apostas e viagens internacionais do senador pagas por empresas do empresário.
A saída do país
Mesmo com a ordem judicial, o senador viajou para o exterior. Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na terça-feira (27), depois de receber a determinação para entregar os passaportes.
Em vídeo nas redes sociais, Flávio disse que a decisão de Moraes também citou uma fala de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que o teria aconselhado a deixar o Brasil caso perdesse o segundo turno da eleição presidencial. Até a publicação desta reportagem, não havia informações oficiais sobre o destino do senador nem sobre eventuais novas medidas do STF.