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O advogado João Neto é um homem alto, negro e careca. Ele aparece em imagens ao lado da ex-companheira que estava ferida e sangrando.

Advogado João Neto é condenado a 4 anos de reclusão por violência doméstica 

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O advogado criminalista João Neto foi condenado nesta terça-feira (3) pela justiça alagoana a quatro anos de reclusão por violência doméstica e ao pagamento de R$40 mil à sua ex-companheira, Adriana Bernardo Santos. Ele deverá usar tornozeleira eletrônica e o regime de cumprimento de pena será em meio aberto, no qual os presos trabalham durante o dia e são monitorados à noite em casos de crimes graves, podendo dormir em suas residências.

A sentença de condenação foi determinada pelo 2° Juizado de Combate à Violência Doméstica após a última audiência processual do caso.  Na denúncia, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) comprovou que a vítima vivia um relacionamento abusivo.

Novas medidas 

No âmbito das novas medidas protetivas, o MPAL também requereu uma pensão de R$ 20 mil pelo prazo de pelo menos um ano e o custeio do plano de saúde dela. Além da quitação da dívida do cartão de crédito da vítima, que teria sido contraída pelo advogado. Os pedidos ainda serão analisados pela justiça. 

Relembre o caso 

João Neto foi preso em flagrante no dia 14/04, em Maceió(AL) por suspeita de agredir a companheira. Imagens do circuito interno do prédio, que circularam pela internet, mostraram a mulher ferida e sangrando na porta de entrada do apartamento do advogado. Na sequência, ele com um pano para estancar o sangramento.

Na ocasião, a defesa de João Neto publicou, nas redes sociais, imagens que mostram, por outro ângulo, o advogado baiano arrastando a mulher para fora do seu apartamento, momento em que os dois caem ao chão. Os advogados do influenciador afirmaram que o vídeo confirma a versão dada por Neto de que o sangramento da então namorada foi provocado pela queda não intencional quando ele tentava retirar a mulher do imóvel, após insistir para que ela saísse. 

A conduta de João Neto foi repudiada pelo Conselho Federal da OAB e pelas seccionais de Alagoas e da Bahia, onde o advogado é inscrito.  

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