Da Redação
Mesmo com os vários pedidos para prorrogação dos trabalhos, e a negativa final durante julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) na noite desta quinta-feira (26/03), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes observadas no INSS apresentou, na manhã de hoje, um relatório robusto, com cerca de 4 mil páginas, durante uma das suas últimas sessões.
O texto foi elaborado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) e apesar de ter sido chamado no início da semana de um relatório preliminar —em função das tomadas de depoimentos que foram proteladas ou deixaram de ser realizadas em função de decisões judiciais — propõe o indiciamento de 216 pessoas.
“Tempo necessário”
Após o início da leitura do texto, a sessão chegou a ser suspensa por alguns minutos pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), para atender a um pedido dos parlamentares que ainda não tinham tido acesso ao documento por meio do sistema do Senado, devido ao peso do arquivo.
Após a retomada dos trabalhos e continuidade da leitura do relatório, a previsão é de que o documento seja votado ainda nesta sexta-feira. Mais cedo, o presidente da comissão disse que os trabalhos “vão durar o tempo necessário”, podendo inclusive entrar pela madrugada.
Relatório comum ou com destaques
Há ainda, a possibilidade de ser convocada uma sessão extraordinária para encerramento da CPMI para este sábado (28/03), caso o colegiado prefira, em vez de apreciar tudo de uma única vez, parar as atividades e retomá-las amanhã.
“Se houver a possibilidade de votarmos um relatório comum, será muito bom. Caso haja destaques que, embora não estejam previstos, não estão proibidos, vamos discuti-los. Só de debates, estão previstas cerca de cinco horas, mas estamos numa Casa de consensos. Vamos buscar o equilíbrio e o diálogo entre os dois lados, sempre com interesse na investigação”, frisou o senador Carlos Viana.
Vários pedidos negados
A CPMI foi instalada em agosto do ano passado para investigar descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. E tem seu prazo final de atuação em 28 de março.
Vários pedidos de prorrogação dos trabalhos foram feitos, tanto junto ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), como por meio de pedido judicial junto ao STF. Mas no final, todos eles foram rejeitados e os trabalhos terão de ser concluídos com o que se conseguiu apurar até agora.
— Com Agências de Notícias
