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Agente da PF fazendo busca e apreensão em função da Operação Fallax

Operação Fallax, da PF, cumpre 43 mandados e 21 prisões por fraude na Caixa; principais alvos são executivos do Grupo Fictor

Há 7 meses
Atualizado quarta-feira, 25 de março de 2026

Da Redação

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (25/3) a Operação Fallax,  que investiga um esquema criminoso de acesso indevido a sistemas da Caixa Econômica Federal (CEF) envolvendo fraudes bancárias milionárias e lavagem de dinheiro, no qual está ligada a empresa Fictor. 

O grupo responsável pelo esquema é suspeito também de participação na tentativa de compra do Banco Master – liquidado pelo Banco Central no final de dezembro por fraudes consideradas as maiores já registradas no mercado financeiro do país.

Mais de R$ 500 milhões

As investigações apontam que os responsáveis por essa operação específica investigada pela Fallax, movimentou mais de R$ 500 milhões por meio de um esquema sofisticado que combinava acesso indevido a sistemas bancários, inserção de dados falsos e posterior ocultação dos recursos desviados. 

Segundo a Polícia Federal, o esquema contava com a cooptação de funcionários de instituições financeiras e, por meio do acesso às plataformas internas, conseguia alterar dados e realizar saques e transferências ilegais sem levantar suspeitas.

CEO do Fictor

Na operação de hoje, que ainda está nas ruas, o sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, Rafael Gois, é um dos alvos da investigação. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao executivo na capital paulista. O ex-sócio do grupo, Luiz Rubini, também é alvo, com mandado cumprido na cidade de São Paulo.

Conforme informações iniciais divulgadas pela PF, o nome do Grupo Fictor ganhou projeção nacional nos últimos meses após a tentativa de aquisição do Banco Master, em meio à crise enfrentada pela instituição. A proposta previa um aporte bilionário para reestruturar o banco, mas acabou não avançando e passou a ser alvo de questionamentos sobre a origem dos recursos e a viabilidade da operação.

Criptomoedas e bens de luxo

De acordo com a Polícia Federal, no esquema de fraudes na Caixa, parte dos valores desviados era posteriormente convertida em criptomoedas, com o objetivo de dificultar o rastreamento. 

Após o desvio, o dinheiro era rapidamente pulverizado, enquanto a outra parte dos valores era transferida para empresas de fachada e estruturas empresariais usadas para disfarçar a origem ilícita. Outra parcela era convertida em bens de luxo, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

43 mandados e 21 prisões

A operação cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 prisões, além do bloqueio de cerca de R$ 47 milhões em bens e valores ligados aos investigados.

O Grupo Fictor ganhou projeção nacional ao anunciar, em 2025, uma proposta para adquirir o Banco Master, em meio à crise enfrentada pela instituição. A operação foi apresentada como uma solução para reestruturar o banco, com promessa de aporte bilionário e entrada de novos investidores. 

Mas em fevereiro passado, o Fictor entrou com pedido de recuperação judicial, alegando dificuldades financeiras e dívidas bilionárias após a repercussão do caso Master. Empresas ligadas ao grupo chegaram a acumular quedas expressivas no mercado financeiro — o que levou à abertura de um inquérito para apuração por parte da PF.

— Com Agências de Notícias

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