Operação Compliance Zero: acesse todos os documentos com sigilo retirado pelo STF – – –
STF valida limite de compensação tributária judicial – – –
TJSC autoriza progressão de regime da mulher que se passou por adolescente para enganar família – – –
STF divulga rito do julgamento da sessão extraordinária desta terça-feira (15) – – –
PMDF monta segurança reforçada na Praça dos Três Poderes nesta terça (15) por conta da sessão do STF – – –
Mendonça acolhe ordem do presidente do STF e abre sigilo de pagamentos feitos por Vorcaro – – –
Presidente do TSE visita comunidade indígena em Roraima e inaugura primeira ouvidoria fora do tribunal – – –
Investigação contra Deputado Cezinha revela negociação de acesso a ministros do STF por até R$ 2 milhões – – –
Termina hoje prazo para eleitores com deficiência pedirem transporte grátis – – –
Fachin transfere relatoria do Master e INSS para Presidência e mantém julgamento da terça (15) – – –

385 representantes de quilombolas tomaram posse em municípios de 25 Estados do Brasil

Há 2 anos
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Um dos marcos das eleições municipais de 2024 foi a participação de candidatos autodeclarados quilombolas em praticamente todo o país. Conforme o Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral, no total, 385 descendentes de quilombolas tomaram posse ontem. Destes, 17 foram empossados no cargo de prefeito, 37, no de vice-prefeito e 331 tomaram posse como vereadores.

No balanço do ano feito pelo Tribunal, os dados foram considerados um avanço para o país por mostrar, pela primeira vez, a força e expressividade dessa população no território nacional do ponto de vista do voto.

O levantamento deixa claro que em pleitos passados descendentes de quilombos podem ter sido eleitos, mas o registro da origem só começou a ser feito a partir deste ano. A possibilidade de autodeclaração de pertencimento a comunidades quilombolas em candidaturas foi instituída por meio de uma resolução (Res nº 23.729/24) do TSE formalizada em fevereiro passado. De acordo com os dados da Corte, do total de quilombolas que tomaram posse ontem, 79 são mulheres, 302 são homens e quatro não declararam gênero.

Entre as mulheres, 72 assumiram nesta quarta-feira como vereadoras, duas como prefeitas e cinco como vice-prefeitas. Entre os homens, 256 tomaram posse como vereadores, 15, como prefeitos e 31, como vice-prefeitos. Os quatro eleitos que não registraram gênero assumiram cargos em Câmaras Municipais.

O resultado, na avaliação de especialistas, demonstrou a diversidade de cargos ocupados por representantes quilombolas em diferentes esferas dos poderes Legislativo e Executivo municipais. 

 

Recortes

A presença dos representantes de comunidades quilombolas no último pleito foi observada principalmente em cinco estados:  Bahia, Minas Gerais, Pará, Goiás e Tocantins. Na Bahia elegeu o maior número de candidatos de orgem quilombola, com 60 deles, seguido por Minas Gerais (com 47), Pará (33), Goiás (30) e Tocantins (28).  

Em relação às Câmaras de Vereadores um dos destaques foi o município de Chapada da Natividade (TO). Lá, oito dos nove vereadores eleitos se autodeclararam dessa forma, o que tornou a cidade como a única do país com a maioria dos vereadores remanescentes de quilombos. Para completar, o prefeito empossado também se autodeclarou integrante de uma comunidade quilombola.

Quando a observação é feita em relação ao número de prefeitos quilombola por estados, o destaque é Goiás, que empossou quatro integrantes dos povos tradicionais, seguido pelo Tocantins, com três. Os estados da Bahia, Minas Gerais e Maranhão empossaram dois prefeitos cada um. Enquanto Pará, Ceará, Piauí e São Paulo tem agora, cada um, um prefeito descendente de povos tradicionais.

Em nível nacional, o Acre foi o único estado brasileiro que não elegeu nenhum representante, enquanto os estados de Rondônia e do Amazonas registraram a eleição de um vice-prefeito e um vereador com essa autodeclaração, respectivamente. 

 

Representatividade

Para a assessora-chefe de Inclusão e Diversidade do TSE, Samara Pataxó, os esforços da Justiça Eleitoral para as eleições de 2024 foram expressivos no quesito representatividade, “por possibilitar a declaração de origem quilombola no cadastro”.

“A partir de agora teremos dados oficiais sobre a participação política dessas pessoas, assim como poderemos analisar as dificuldades que esses grupos ainda enfrentam e os motivos pelos quais os números ainda são baixos em relação à quantidade global de eleitos no país”, afirmou. 

A assessora destacou, nesse trabalho, a relevância das ações de conscientização realizadas diretamente nas comunidades do interior do Brasil ao longo do ano, que receberam visitas de equipes do TSE onde foram tiradas dúvidas e proferidas palestras para incentivar a participação política de todos. 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados em junho passado apontam que o Brasil contava com 8.441 localidades quilombolas em 2022. O número é muito acima dos cerca de 467 territórios quilombolas oficialmente delimitados por Unidades da Federação no país. 

Autor

Leia mais

Fachada do Edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (STF)

Operação Compliance Zero: acesse todos os documentos com sigilo retirado pelo STF

Há 6 horas
Foto do plenário do STF vazio

STF valida limite de compensação tributária judicial

Há 6 horas
Amanda Oliveira, mulher de 38 anos que se passou por adolescente autista para enganar família

TJSC autoriza progressão de regime da mulher que se passou por adolescente para enganar família

Há 7 horas
Estátua da Justiça, na Praça dos Três Poderes

STF divulga rito do julgamento da sessão extraordinária desta terça-feira (15)

Há 8 horas
Viaturas e policiais da PMDF na segurança da Praça dos Três Poderes

PMDF monta segurança reforçada na Praça dos Três Poderes nesta terça (15) por conta da sessão do STF

Há 8 horas
Ministro André Mendonça, do STF

Mendonça acolhe ordem do presidente do STF e abre sigilo de pagamentos feitos por Vorcaro

Há 9 horas