STF invalida trecho da Constituição capixaba sobre porte de arma na Polícia Científica – – –
André Mendonça esclarece encontros com Daniel Vorcaro em nota oficial – – –
Justiça condena filho a ressarcir INSS por pensão de mãe morta em feminicídio – – –
TST marca audiência pública sobre jornada elastecida em ambiente insalubre – – –
CNJ pune desembargador que soltou líder de facção sob alegação de cuidados ao filho – – –
Sexta Turma do STJ flagra comando oculto para enganar IA e aciona OAB e MPF – – –
TSE decide não punir Flávio Bolsonaro por vídeo com IA e estabelece tese sobre deepfake – – –
Homem é condenado por usar dados de ex-empregada para fazer empréstimos em nome dela – – –
Vorcaro fez mais um repasse milionário para filme sobre Bolsonaro, aponta reportagem – – –
Redes sociais de Renan Santos voltam a funcionar após decisão de Toffoli – – –
Senador Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro condiciona desistência da candidatura à Presidência a anistia de golpistas

Há 9 meses
Atualizado segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), recentemente escolhido para representar o bolsonarismo nas eleições presidenciais de 2026, afirmou neste domingo (7) que pode abrir mão da candidatura, desde que um “preço” seja pago. Entre as condições apontadas está a votação do projeto que concede anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 — proposta que pode beneficiar diretamente seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso.

A declaração foi feita durante participação de Flávio em um culto evangélico em Brasília (DF), onde também acenou para outros nomes da direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e cobrou os presidentes da Câmara e do Senado pela falta de avanço na tramitação da anistia.

Anistia como moeda de troca

Durante conversa com a imprensa, Flávio disse que “há um preço” para que ele não siga até o fim com sua candidatura e indicou que esse valor político passa pela votação da anistia. Questionado sobre o tema, ele respondeu de forma ambígua, mas sugeriu que a imprensa estava no caminho certo ao apontar a pauta como moeda de troca.

“Tem uma possibilidade de eu não ir até o fim, mas eu tenho um preço pra isso”, afirmou. E completou: “Não é só isso [pautar a anistia], tem que dar mais”.

Segundo o senador, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teriam prometido pautar a anistia. Ele disse esperar que o compromisso seja cumprido ainda nesta semana.

Reunião com líderes e apoio a Tarcísio

Flávio adiantou que se reunirá com lideranças partidárias da direita nesta segunda-feira (8), para debater sua candidatura. Estão previstos nomes como Antônio Rueda (União Brasil), Ciro Nogueira (PP), Marcos Pereira (Republicanos), Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho (ambos do PL).

A escolha do senador pegou parte do campo conservador de surpresa. Apesar disso, Flávio garantiu que não há divisão na direita e elogiou Tarcísio de Freitas, possível concorrente dentro do mesmo campo político. “O Tarcísio é o principal cara do nosso time hoje. Vamos começar a ganhar a eleição por São Paulo”, disse.

Candidatura com foco no discurso conservador

Flávio Bolsonaro destacou que sua candidatura terá tom mais moderado em relação a outros membros da família. Ele se autodefiniu como o “Bolsonaro mais centrado” e prometeu atuar com responsabilidade fiscal, defendendo valores conservadores e combatendo o que chama de “ameaças à democracia”.

Em seu discurso, atacou o governo Lula, classificando-o como uma “tragédia anunciada”, e acusou o presidente de usar a máquina pública para perseguir adversários políticos. Disse ainda que o país precisa passar por uma “redemocratização”.

Críticas ao STF e aceno ao mercado

O senador também criticou a decisão recente do Supremo Tribunal Federal que restringiu o poder do Senado de apresentar pedidos de impeachment contra ministros da Corte. “Me pareceu uma blindagem do STF”, afirmou.

Flávio tentou ainda agradar o mercado financeiro ao prometer responsabilidade fiscal. “Assim como o mercado, eu tenho a convicção de que o Brasil não aguenta mais quatro anos [de Lula]”, disse.

Culto evangélico marca início da pré-campanha

O pronunciamento foi feito durante um culto evangélico em Brasília, na igreja Comunidade das Nações, conhecida por sua oposição ao que chama de “ideologias progressistas”. Embora o culto tenha sido liderado pelo Pastor Pedro Leite, preferido de Flávio, o local é dirigido pelo Bispo JB Carvalho, crítico do que denomina “evangelho woke”.

Flávio foi um dos que levantaram as mãos quando o pastor perguntou quem havia sido “alcançado pelo favor de Deus”. A presença da imprensa no evento foi incentivada por sua assessoria.

Essa foi a primeira aparição pública do senador após o anúncio de sua pré-candidatura. A tendência é que ele enfrente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026, caso o atual presidente confirme sua candidatura, o que deve acontecer até março de 2026.

Autor

Leia mais

Edifício-sede do STF com estátua da Justiça na frente

STF invalida trecho da Constituição capixaba sobre porte de arma na Polícia Científica

Há 4 minutos
Ministro André Mendonça, do STF e do TSE

André Mendonça esclarece encontros com Daniel Vorcaro em nota oficial

Há 6 minutos

Justiça condena filho a ressarcir INSS por pensão de mãe morta em feminicídio

Há 18 minutos

TST marca audiência pública sobre jornada elastecida em ambiente insalubre

Há 22 minutos

CNJ pune desembargador que soltou líder de facção sob alegação de cuidados ao filho

Há 26 minutos

Sexta Turma do STJ flagra comando oculto para enganar IA e aciona OAB e MPF

Há 47 minutos