TST aumenta 6x a indenização para gestante obrigada a vomitar em lata de lixo – – –
Médico condenado por ofensas a colega em denúncia ao conselho deve pagar R$ 3 mil – – –
Campanhas de Lula e Flávio entregam petição conjunta ao TSE para quebra de sigilos – – –
STF retoma julgamento sobre acesso a dados sigilosos em investigações criminais – – –
Após 240 dias de impasse, CNJ anula recusa e determina promoção no TJRN – – –
INSS não pode usar robôs para negar benefício sem permitir novas provas, decide STJ – – –
JF aceita denúncia e torna réus 12 integrantes da Voepass por acidente que matou 62 pessoas – – –
PF deflagra operação para desarticular esquema ilegal de investimentos por plataformas e criptomoedas – – –
Justiça barra bloqueio de contas de Romário em cobrança de R$ 845 mil – – –
Policiais penais de Santa Catarina têm direito a horas extras, decide STF – – –
silhueta de criança sozinha sentada no chão

Justiça reconhece direito à pensão para órfã de feminicídio

Há 7 meses
Atualizado quinta-feira, 19 de março de 2026

Da Redação

A Justiça Federal em Novo Hamburgo determinou a concessão de pensão especial a uma criança de 12 anos, filha de vítima de feminicídio. A decisão foi proferida pela 2ª Vara Federal do município.

O responsável pela sentença foi o juiz Selmar Saraiva da Silva Filho, que analisou o caso à luz da legislação recente sobre proteção a dependentes de vítimas desse tipo de crime. A medida busca assegurar condições mínimas de subsistência.

A decisão foi publicada em 15 de março e ainda pode ser contestada. O processo envolve também a irmã mais velha da menor, que atua como sua representante legal na ação judicial.

Pedido havia sido negado pelo INSS

O benefício havia sido solicitado administrativamente em maio de 2023, mas foi negado pelo Instituto Nacional do Seguro Social. O órgão alegou não ter responsabilidade direta pela concessão.

Segundo o instituto, a pensão prevista em lei ainda dependeria de regulamentação específica. Por isso, sustentou que não poderia ser responsabilizado pela análise e pagamento do benefício naquele momento.

O juiz, contudo, entendeu de forma diferente. Para ele, o INSS tradicionalmente administra benefícios previdenciários e assistenciais da União, devendo garantir o pagamento até eventual definição normativa em contrário.

Vulnerabilidade social foi determinante

Na ação, as autoras relataram o impacto causado pela morte da mãe, ocorrida em 2022. A criança, então com 9 anos, passou a depender dos irmãos em um contexto de dificuldades financeiras.

A defesa destacou que a situação comprometeu a estrutura familiar e emocional da menor. Também argumentou que o ordenamento jurídico prevê proteção integral a crianças em situação de vulnerabilidade.

Nesse sentido, foram citados princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente, que asseguram condições dignas de desenvolvimento enquanto não há autonomia plena.

Lei garante benefício a dependentes

O magistrado fundamentou sua decisão na Lei nº 14.717/2023, que instituiu pensão especial para filhos menores de vítimas de feminicídio. O benefício é destinado a famílias de baixa renda.

A norma prevê o pagamento mensal equivalente a um salário mínimo, desde que atendidos critérios como renda familiar reduzida e ausência de cobertura previdenciária. O objetivo é assegurar a sobrevivência dos dependentes.

No caso analisado, o juiz reconheceu o preenchimento de todos os requisitos legais. Assim, determinou o pagamento da pensão desde novembro de 2023, incluindo valores retroativos com correção.

Autor

Leia mais

TST aumenta 6x a indenização para gestante obrigada a vomitar em lata de lixo

Há 4 minutos

Médico condenado por ofensas a colega em denúncia ao conselho deve pagar R$ 3 mil

Há 10 minutos
Presidente Lula e senador Flávio Bolsonaro, presidenciáveis das eleições 2026

Campanhas de Lula e Flávio entregam petição conjunta ao TSE para quebra de sigilos

Há 37 minutos

STF retoma julgamento sobre acesso a dados sigilosos em investigações criminais

Há 3 horas

Após 240 dias de impasse, CNJ anula recusa e determina promoção no TJRN

Há 4 horas
mãos simulam entrar no aplicativo gov.br pelo celular

INSS não pode usar robôs para negar benefício sem permitir novas provas, decide STJ

Há 5 horas