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Flávio Dino vestido de juiz de futebol

Lições da Copa: Flávio Dino defende planejamento, valorização do futebol nacional e legado de Pelé

Há 4 meses
Atualizado segunda-feira, 20 de julho de 2026

Da Redação

O encerramento da Copa do Mundo de 2026 motivou uma reflexão pública do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino sobre os rumos do futebol brasileiro. Em publicação nas redes sociais, feita no domingo (19), o magistrado afirmou que escrevia como torcedor e apresentou uma série de propostas que, em sua avaliação, podem contribuir para que a Seleção Brasileira volte a disputar títulos com maior competitividade.

As observações foram divulgadas duas semanas depois da eliminação do Brasil nas oitavas de final e um dia após a decisão do Mundial, vencido pela Espanha. Ao longo da mensagem, Dino defendeu mudanças na gestão do futebol, maior valorização dos atletas que atuam no país e o fortalecimento da identidade da Seleção Brasileira.

Planejamento acima do imediatismo

Na publicação, Flávio Dino afirmou que a principal lição deixada pela Copa é que o futebol continua sendo um esporte coletivo, no qual planejamento, treinamento e perseverança devem prevalecer sobre decisões tomadas apenas com foco comercial. Segundo ele, o sucesso esportivo depende da construção de projetos duradouros, capazes de desenvolver equipes competitivas ao longo do tempo.

O ministro também sustentou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deveria ampliar o espaço destinado aos jogadores que atuam no futebol brasileiro. Para Dino, o campeonato nacional continua sendo um importante ambiente de formação técnica e de fortalecimento da identidade da Seleção.

Na avaliação do magistrado, uma política voltada ao desenvolvimento dos atletas que permanecem no país poderia contribuir para ampliar as opções de convocação e reduzir a dependência exclusiva de jogadores que atuam no exterior.

Gestão e fundamentos técnicos

Outro ponto destacado por Dino foi a necessidade de fortalecer os fundamentos do futebol brasileiro. Na mensagem, ele defendeu maior investimento na formação técnica dos atletas, desde as categorias de base, como forma de preservar características históricas que marcaram a Seleção ao longo das décadas.

O ministro também atribuiu importância à gestão da CBF. Segundo escreveu, uma administração eficiente é indispensável para proteger o prestígio da marca da Seleção Brasileira e recuperar sua capacidade de competir em igualdade com as principais potências do futebol mundial.

Na mesma publicação, Dino sugeriu que ex-campeões mundiais passem a liderar delegações esportivas e diplomáticas do Brasil em eventos internacionais, por entender que esses nomes representam parte importante da história do esporte nacional.

Homenagem a Pelé e mensagem de esperança

Ao concluir a publicação, Flávio Dino prestou homenagem a Pelé, a quem definiu como “o maior da história”. Para o ministro, preservar a memória do tricampeão mundial é uma forma de manter viva a referência construída pelo futebol brasileiro ao longo do século XX.

A manifestação complementa outra mensagem divulgada por Dino após a eliminação da Seleção na Copa. Na ocasião, ele comparou o momento vivido pelo Brasil aos longos períodos sem títulos entre 1930 e 1958 e entre 1970 e 1994, afirmando que o país atravessa uma nova fase de reconstrução em busca do hexacampeonato.

Embora tenha reconhecido os erros cometidos durante a campanha de 2026, o ministro defendeu que o futebol brasileiro tem condições de voltar ao topo desde que invista em organização, trabalho contínuo e planejamento de longo prazo, mirando a disputa da Copa do Mundo de 2030.

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