Caso Cezinha de Madureira: segundo GAECO, apuração sobre emendas está parada no STF há um ano – – –
Mendonça rejeita ação contra reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula – – –
MPT processa Havan e Luciano Hang por assédio eleitoral em Goiás – – –
Pesquisa mostra que brasileiros dão nota baixa para governo federal e Judiciário na segurança pública – – –
STF valida regra que restringe delegados em policiamento ostensivo no RJ – – –
TJRJ decide que CDC pode incidir em ações movidas por MEIs – – –
Para STJ, ação para complementação de sentença arbitral deve ser proposta em 90 dias – – –
Contran amplia prazo para motoristas com CNH ou ACC vencidas ou próximas de vencer – – –
Dino ordena investigação sobre conexões entre Vorcaro e cemitérios de São Paulo – – –
Decisão do STF afasta cobrança de adicional de ICMS sobre telecomunicações no MT – – –

MPT processa Havan e Luciano Hang por assédio eleitoral em Goiás

Há 30 minutos
Atualizado sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Da Redação

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou, nesta quinta-feira (17/9), ação civil pública contra a Havan e o empresário Luciano Hang por assédio eleitoral. A ação, protocolada na Justiça do Trabalho de Goiânia (GO), pede indenização de R$ 30 milhões por dano moral coletivo e providências urgentes antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.

Discurso durante inauguração de loja

Segundo o MPT, o episódio ocorreu em 29 de agosto, quando Hang discursou a funcionários recém-contratados durante a abertura de uma unidade da Havan em Caldas Novas (GO).

Na ocasião, o empresário criticou a proposta de fim da escala de trabalho conhecida como 6×1. O discurso foi gravado e divulgado nas redes sociais, ganhando repercussão nacional nos dias seguintes.

Durante a fala, citada pelo MPT no processo, Hang disse aos empregados: “vocês vão ter que arranjar outro emprego. Um subemprego. Isso não é nada mais nada menos do que um estelionato eleitoral.”

MPT notificou empresário antes de ir à Justiça

Antes de apresentar a ação, o MPT notificou Hang sobre o discurso, proferido em evento interno destinado a novos contratados da rede varejista.

Para os procuradores, a fala associou diretamente o voto nas eleições de outubro a um possível prejuízo trabalhista para quem apoiasse candidatos favoráveis ao fim da escala 6×1.

O órgão afirma que a ação não busca restringir a liberdade de expressão do empresário sobre o tema, mas sim o contexto em que a manifestação ocorreu.

Diferença entre opinião e coerção, diz o MPT

Em trecho da ação civil pública, os procuradores do trabalho responsáveis pelo caso afirmaram que o que separa a liberdade de expressão legítima do ilícito não é o conteúdo da opinião, mas a presença de coerção e a desigualdade de poder típica da relação entre empregador e empregado.

Segundo o MPT, dirigentes de empresas representam institucionalmente a companhia, e suas declarações podem ser interpretadas pelos empregados como orientação, pressão ou favorecimento político.

Órgão vê ameaça e cita ação anterior de 2018

Na avaliação do MPT, o discurso trouxe uma mensagem ameaçadora ao vincular eventual mudança na jornada de trabalho à perda de empregos e de renda, caso prevalecesse posição política contrária à defendida pelo empresário.

O órgão também identificou uma associação entre o resultado das eleições e a manutenção da estabilidade da empresa e dos postos de trabalho.

Havan e Hang já haviam sido alvo de ação semelhante do MPT em 2018, também motivada por suspeita de assédio eleitoral durante aquele pleito.

Pedidos incluem retratação e indenizações individuais

Além da indenização coletiva de R$ 30 milhões, o MPT pede indenização individual aos empregados afetados, no valor mínimo de 20 vezes o último salário recebido por cada um.

A ação também solicita que Hang grave, em até 48 horas, um vídeo de retratação sobre as declarações feitas durante o evento em Caldas Novas.

Por fim, o MPT requer que a Havan libere os empregados para votar nos dois turnos das eleições, em 4 e 25 de outubro, sem qualquer desconto salarial. O órgão pede ainda que a empresa seja proibida de promover novas manifestações político-eleitorais em lojas e eventos, mantendo um programa permanente de neutralidade nesse sentido.

Informações com agências de notícias.

Autor

Leia mais

Caso Cezinha de Madureira: segundo GAECO, apuração sobre emendas está parada no STF há um ano

Há 7 minutos

Mendonça rejeita ação contra reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula

Há 21 minutos

Pesquisa mostra que brasileiros dão nota baixa para governo federal e Judiciário na segurança pública

Há 4 horas

STF valida regra que restringe delegados em policiamento ostensivo no RJ

Há 16 horas
Fachada da sede do TJRJ, no Rio de Janeiro

TJRJ decide que CDC pode incidir em ações movidas por MEIs

Há 16 horas
Martelo sendo batido por magistrado

Para STJ, ação para complementação de sentença arbitral deve ser proposta em 90 dias

Há 17 horas