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Caso Cezinha de Madureira: segundo GAECO, apuração sobre emendas está parada no STF há um ano

Há 2 meses
Atualizado sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Da Redação

Uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sobre desvios em emendas parlamentares na cidade de São Paulo está paralisada no Supremo Tribunal Federal (STF) desde agosto de 2025. O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) é um dos principais investigados no caso.

Deputado também é alvo de operação da PF

Na última segunda-feira (14/9), a Polícia Federal passou a investigar Cezinha de Madureira também em uma operação sobre suposto tráfico de influência em tribunais superiores.

Segundo apuração do jornal O Globo, desde agosto de 2025 nenhuma operação foi deflagrada e nenhum depoimento foi colhido no âmbito do inquérito sobre as emendas.

O caso envolve, além do parlamentar, dezenas de vereadores, ex-vereadores, empresários e secretários municipais da capital paulista, segundo o Gaeco.

O que é investigado no esquema

O Gaeco apura possíveis crimes de peculato, corrupção passiva, lavagem de recursos e organização criminosa relacionados ao direcionamento de emendas parlamentares.

De acordo com o órgão, os responsáveis pelo esquema ficavam com uma faixa entre 20% e 35% do valor de cada emenda repassada, com parte retornando ao parlamentar remetente, conforme consta na denúncia inicial do caso.

Cezinha de Madureira é acusado de ter direcionado uma emenda de R$ 4 milhões à pasta municipal responsável pela cultura em São Paulo.

Caminho do processo dentro do STF

As provas chegaram ao STF em agosto de 2025, enviadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em 18 de agosto daquele ano, o então presidente da Corte, ministro Edson Fachin, encerrou o pedido apresentado pelo Gaeco.

Segundo o levantamento, os promotores responsáveis pela investigação nem foram informados sobre essa decisão na época em que ela foi tomada.

Em 19 de dezembro de 2025, o processo foi redistribuído ao ministro Nunes Marques. Promotores paulistas voltaram a cobrar informações sobre o andamento do caso em 5 de março de 2026, sem obter resposta até hoje, segundo o Ministério Público de São Paulo.

Emendas superaram valores destinados à saúde

A pasta municipal de cultura de São Paulo recebeu R$ 50,5 milhões em emendas parlamentares ao longo de 2020, valor superior aos R$ 50,2 milhões destinados à Secretaria da Saúde no mesmo período.

Na capital paulista, cada vereador dispõe de uma cota semestral de R$ 2,5 milhões para destinação de emendas a órgãos municipais.

Perícia avançou apenas em 2025

Somente em 2025 a perícia do Gaeco conseguiu extrair dados de aparelhos celulares de empresários investigados no esquema de desvio de recursos.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, a investigação segue sustentada por áudios, mensagens e depoimentos já coletados antes da paralisação do caso no STF.

A ausência de resposta da Corte, mais de um ano após o envio das provas, mantém em aberto o avanço das apurações sobre o suposto esquema de desvio de emendas na capital paulista.

Informações com agências de notícias.

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