Da Redação
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) defendeu o respeito ao resultado das eleições presidenciais e cobrou a investigação de eventuais irregularidades que tenham comprometido a liberdade do voto ou dificultado o deslocamento dos eleitores durante o segundo turno, realizado neste domingo (25). Em nota divulgada às 20h10, antes da confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a entidade afirmou que os candidatos escolhidos pela população devem ter asseguradas a proclamação, a diplomação e a posse.
“A democracia se faz com respeito às suas próprias regras”, afirmou a OAB no comunicado assinado pelo presidente nacional, Beto Simonetti. A entidade também defendeu a responsabilização de envolvidos em eventuais irregularidades, desde que comprovadas, e pediu pacificação social após o encerramento da disputa.
Investigação de irregularidades e respeito ao resultado
A manifestação ocorreu em meio às discussões sobre dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar às seções eleitorais e à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação da votação até as 19h nas seções que permaneciam abertas às 17h.
Embora não tenha mencionado diretamente a decisão de Zanin, a OAB defendeu a apuração de condutas que tenham prejudicado a liberdade do voto e a mobilidade dos eleitores. A nota condicionou qualquer punição à comprovação das irregularidades, conforme previsto na legislação.
A entidade também afirmou esperar que o país ingresse em um período de união voltado ao desenvolvimento econômico e social. O comunicado não questionou a validade do resultado eleitoral nem pediu a anulação da votação.
OAB acompanhou apuração e parabenizou Lula
Além da nota pública, o Conselho Federal informou que Beto Simonetti e o procurador especial eleitoral da entidade, Sidney Neves, acompanharam a totalização dos votos na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A participação integrou o trabalho de fiscalização realizado pela Ordem desde a preparação das urnas eletrônicas.
Segundo a OAB, esse acompanhamento incluiu a assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais, além de iniciativas do Observatório Nacional das Eleições Gerais, criado em julho. A entidade também participou de reuniões com representantes da missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Às 21h18, após a confirmação da vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL), a OAB divulgou uma segunda nota, cumprimentando o presidente reeleito pela conquista do quarto mandato. Simonetti reafirmou a disposição da entidade para o diálogo institucional e declarou: “A decisão das urnas deve ser respeitada por todos, independentemente das diferenças políticas”.