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Ministro Edson Fachin, presidente do STF

Ex-ministros e juristas divulgam carta de apoio a Fachin e pedem que sessão do STF seja “aberta”

Há 4 semanas
Atualizado segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Por Hylda Cavalcanti

Em meio à crise observada no Supremo Tribunal Federal (STF) e as várias trocas de petições e ofícios entre ministros durante o final de semana, personalidades dos mais diversos setores do país divulgaram neste domingo (13/09) uma carta em apoio ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, pelas medidas adotadas por ele. 

Os signatários do documento defendem que haja “apuração rigorosa e imparcial das acusações que vieram a público nas últimas semanas e reformas institucionais para ampliar a colegialidade, a imparcialidade e a transparência no Supremo”.

A manifestação é assinada por 198 pessoas, como os ex-ministros de Estado Pedro Malan, Miguel Reale Jr. e José Eduardo Cardozo; os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Pérsio Arida; o jornalista Eugênio Bucci, sociólogos, advogados, juristas, empresários e acadêmicos. 

Autoridade do STF

Na mesma carta, o grupo pede “transparência nas apurações e na sessão plenária marcada para esta terça-feira (15/09) que, segundo a carta, deve ser pública, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal. 

E enfatiza que “a apuração dos fatos e a responsabilização daqueles que eventualmente violaram a lei e a dignidade de seus cargos são indispensáveis para que possamos recobrar a confiança nas instituições e preservar nossa democracia”.

Reformas na Corte

Os signatários da carta ressaltam, ainda, que esta é “a mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal e defende reformas para fortalecer a atuação da Corte, dentre as quais, medidas para ampliar a colegialidade e a transparência, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse e estabelecer padrões mais rígidos de conduta. 

“O Supremo Tribunal Federal não pode deixar que sua jurisdição seja capturada por interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica”, afirma a carta. “A situação exige mudanças institucionais no STF”. 

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