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fachada do prédio do BRB

PF entra na reta final de investigação sobre suposta venda de R$ 12 bilhões em títulos podres ao BRB

Há 3 meses
Atualizado quarta-feira, 22 de julho de 2026

Da redação

A Polícia Federal deve concluir em agosto o inquérito que apura a suposta venda de cerca de R$ 12 bilhões em títulos considerados sem lastro ou de baixa recuperabilidade do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). A previsão foi divulgada pelo Correio Braziliense, com base em informações de investigadores ouvidos sob condição de anonimato. Até o momento, a PF não confirmou oficialmente a data para o encerramento das investigações.

O procedimento integra a Operação Compliance Zero, que apura um conjunto de supostas irregularidades em operações financeiras atribuídas ao Banco Master. Segundo a reportagem, os investigadores conseguiram reconstruir o caminho percorrido pelos recursos e identificar a origem dos ativos analisados, etapa considerada decisiva para a conclusão do inquérito.

Caso o relatório final seja concluído no próximo mês, ele será encaminhado ao Ministério Público, que avaliará a existência de elementos suficientes para eventual oferecimento de denúncia ou a necessidade de novas diligências.

Volume das operações ampliou o alcance da investigação

De acordo com a apuração do Correio Braziliense, a dimensão financeira das operações chamou a atenção da equipe responsável pelo caso. A avaliação dos investigadores é que os fatos investigados podem alcançar um volume significativamente superior ao inicialmente estimado.

A suspeita envolve operações com ativos que teriam sido negociados apesar de apresentarem fragilidades quanto ao seu valor econômico ou à possibilidade de recuperação dos créditos. A investigação procura esclarecer a origem desses papéis, a forma como ingressaram nas negociações e a eventual responsabilidade dos participantes.

O trabalho desenvolvido pela Polícia Federal busca reunir elementos técnicos e documentais capazes de demonstrar como essas operações foram estruturadas e quais instituições e pessoas tiveram participação em cada etapa.

Prejuízos ao BRB estão no núcleo inicial da Operação Compliance Zero

Segundo a reportagem, a frente de investigação relacionada ao BRB integra a primeira etapa da Operação Compliance Zero. Os fatos passaram a ser examinados logo após a identificação dos primeiros indícios de irregularidades.

A estratégia de dividir a investigação em diferentes fases permitiu que os investigadores aprofundassem linhas específicas de apuração sem interromper o avanço das demais frentes. Com isso, novos elementos surgidos ao longo da coleta de provas passaram a ser analisados em procedimentos paralelos.

Além de apurar a eventual prática de crimes financeiros, a investigação busca identificar a extensão dos prejuízos causados e verificar se operações semelhantes ocorreram em outras circunstâncias.

Conclusão do inquérito abrirá nova etapa do caso

Encerrada a investigação policial, caberá ao Ministério Público analisar o conjunto de provas reunidas para decidir sobre as medidas judiciais cabíveis. Entre as possibilidades estão o oferecimento de denúncia, o pedido de novas diligências ou, caso entenda não haver elementos suficientes, outras providências previstas na legislação.

A conclusão do inquérito não representa, por si só, reconhecimento de culpa dos investigados. Eventuais responsabilizações dependerão da análise do Ministério Público e, posteriormente, do Poder Judiciário, com observância do devido processo legal e do direito de defesa.

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