Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos – – –
Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima – – –
Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE – – –
STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo – – –
TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes – – –
Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos – – –
TSE informa, em nota, que não determinará a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar – – –
Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (23) – – –
TRF3 e Mackenzie lançam plataforma para localizar intérpretes forenses – – –
Congressistas dos EUA querem reunião hoje com Meta para cobrar explicações sobre eleições no Brasil – – –
Procurador-Geral da república Paulo Gonet

PGR acusa Bolsonaro e outros 7 réus de “articulação consciente” para gerar violência e golpe

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O procurador-geral da República Paulo Gonet solicitou ao Supremo Tribunal Federal a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por cinco crimes relacionados à alegada tentativa de golpe de Estado. A manifestação de mais de 500 páginas, apresentada na segunda-feira (14), também pede a condenação de outros sete réus envolvidos na suposta trama golpista.

PGR acusa Bolsonaro de articulação sistemática

Segundo Gonet, as evidências demonstram que Bolsonaro atuou de forma coordenada durante seu mandato presidencial. O ex-presidente teria incitado insurreição e trabalhado pela desestabilização do Estado Democrático de Direito.

“As ações de Jair Messias Bolsonaro não se limitaram a uma postura passiva de resistência à derrota”, declarou o procurador-geral ao STF. A acusação aponta que houve “articulação consciente para gerar um ambiente propício à violência e ao golpe”.

O documento da PGR destaca ainda o uso da máquina pública para fins políticos. Recursos estatais teriam sido instrumentalizados para fomentar radicalização e ruptura da ordem democrática estabelecida.

Cinco crimes imputados ao ex-presidente

Bolsonaro responde por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do regime democrático e organização criminosa armada. As acusações incluem também dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado durante os eventos investigados.

Gonet caracterizou o ex-presidente como “principal coordenador da disseminação de notícias falsas e ataques às instituições”. A estrutura governamental teria sido utilizada para promover subversão da ordem constitucional vigente.

Os eventos de 8 de janeiro de 2023 são mencionados como possível objetivo secundário do grupo. Segundo a PGR, as manifestações se tornaram “derradeira opção disponível” para os investigados.

Cronograma processual definido

Com a apresentação das alegações ministeriais, inicia-se prazo de 15 dias para defesa dos réus. Mauro Cid, beneficiário de delação premiada, apresentará argumentos antes dos demais acusados.

O ministro Alexandre de Moraes conduzirá o processo até sua conclusão na Primeira Turma do STF. A expectativa é que o julgamento comece até setembro, segundo fontes da Corte.

Além de Moraes, participarão do julgamento os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Eles decidirão sobre condenação ou absolvição dos oito réus principais.

Outros sete réus no processo

Integram o “núcleo crucial” da organização criminosa o tenente-coronel Mauro Cid e o deputado Alexandre Ramagem. O ex-comandante da Marinha Almir Garnier também figura entre os acusados principais.

Ex-ministros do governo Bolsonaro completam a lista de réus: Augusto Heleno, Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Este último permanece preso, impedindo interrupção dos prazos processuais durante recesso judiciário.

Outras 25 pessoas respondem em ações penais separadas por participação nos demais núcleos da suposta trama. A PGR considera que as provas foram amplamente documentadas pelos próprios investigados.

Segundo Gonet, as evidências demonstram que Bolsonaro atuou de forma coordenada durante seu mandato presidencial. O ex-presidente teria incitado insurreição e trabalhado pela desestabilização do Estado Democrático de Direito.

“As ações de Jair Messias Bolsonaro não se limitaram a uma postura passiva de resistência à derrota”, declarou o procurador-geral ao STF. A acusação aponta que houve “articulação consciente para gerar um ambiente propício à violência e ao golpe”.

O documento da PGR destaca ainda o uso da máquina pública para fins políticos. Recursos estatais teriam sido instrumentalizados para fomentar radicalização e ruptura da ordem democrática estabelecida.

Cinco crimes imputados ao ex-presidente

Bolsonaro responde por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do regime democrático e organização criminosa armada. As acusações incluem também dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado durante os eventos investigados.

Gonet caracterizou o ex-presidente como “principal coordenador da disseminação de notícias falsas e ataques às instituições”. A estrutura governamental teria sido utilizada para promover subversão da ordem constitucional vigente.

Os eventos de 8 de janeiro de 2023 são mencionados como possível objetivo secundário do grupo. Segundo a PGR, as manifestações se tornaram “derradeira opção disponível” para os investigados.

Cronograma processual definido

Com a apresentação das alegações ministeriais, inicia-se prazo de 15 dias para defesa dos réus. Mauro Cid, beneficiário de delação premiada, apresentará argumentos antes dos demais acusados.

O ministro Alexandre de Moraes conduzirá o processo até sua conclusão na Primeira Turma do STF. A expectativa é que o julgamento comece até setembro, segundo fontes da Corte.

Além de Moraes, participarão do julgamento os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Eles decidirão sobre condenação ou absolvição dos oito réus principais.

Outros sete réus no processo

Integram o “núcleo crucial” da organização criminosa o tenente-coronel Mauro Cid e o deputado Alexandre Ramagem. O ex-comandante da Marinha Almir Garnier também figura entre os acusados principais.

Ex-ministros do governo Bolsonaro completam a lista de réus: Augusto Heleno, Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Este último permanece preso, impedindo interrupção dos prazos processuais durante recesso judiciário.

Outras 25 pessoas respondem em ações penais separadas por participação nos demais núcleos da suposta trama. A PGR considera que as provas foram amplamente documentadas pelos próprios investigados.

Autores

Leia mais

Ministro André Mendonça, do TSE

Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos

Há 21 horas
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima

Há 22 horas

Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE

Há 23 horas

STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo

Há 23 horas
Trecho da construção da Ferrovia Transnordestina

TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes

Há 23 horas

Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos

Há 1 dia