Ministro Fux, do STF, dá 48h à Corte para poder acessar inquéritos das Fake News e milícias digitais – – –
Alexandre de Moraes, do STF, determina cumprimento da pena de mais uma ré nos atos de 8/1/23 – – –
STJ debaterá em audiência pública, regras sobre direitos de pessoas com deficiência – – –
Justiça autoriza que casa de apostas Stake mantenha atividades até o dia 25, mediante regras rigorosas – – –
TSE aciona Polícia Federal e MP para apurar mais de 30 mil ameaças feitas a servidores da Corte – – –
STF reafirma constitucionalidade dos novos prazos dos certificados de registro de armas de fogo – – –
STF nega recurso a Paes, que reconhece derrota no RJ; recontagem dos votos pelo TRE será neste sábado (10) – – –
Judiciário brasileiro pode julgar anulação de arbitragem feita no exterior, se regida por lei brasileira – – –
STF valida lei do Paraná que amplia estacionamento gratuito para PCD – – –
Núcleo de Forense Digital reforçará análise de conteúdos manipulados por IA nas eleições – – –
Valdemar costa neto, presidente do PL e articulador do Centrão

PL e União Brasil articulam para barrar fim da escala 6×1 na Câmara

Há 8 meses
Atualizado terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Os presidentes nacionais do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, afirmaram a empresários que vão atuar para impedir o avanço da proposta que prevê o fim da escala 6×1 no Congresso Nacional. A estratégia, segundo eles, é barrar o texto já na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

A proposta interessa ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que discute mudanças na jornada de trabalho.

O posicionamento foi apresentado durante evento promovido pelo grupo Esfera Brasil, em São Paulo, com a presença de representantes do setor produtivo.

Estratégia para segurar proposta na CCJ

Durante o encontro, Valdemar Costa Neto declarou que o partido vai trabalhar para evitar que o projeto seja votado.

“Vamos trabalhar para não deixarmos votar. Vamos trabalhar para isso, dar a vida para isso”, afirmou.

Segundo ele, a intenção é procurar o presidente da Câmara, Hugo Motta, para “segurar isso aí na CCJ”.

Antônio Rueda defendeu estratégia semelhante. De acordo com o dirigente do União Brasil, o esforço será no sentido de “ir barrigando” a proposta e “construir uma blindagem dentro da CCJ”, de modo a impedir que o tema avance ao plenário.

PL e União Brasil somam, juntos, 145 deputados na Câmara.

Críticas ao impacto econômico

Os dois presidentes partidários criticaram o projeto sob o argumento de que o fim da escala 6×1 pode prejudicar a economia e pressionar a inflação.

Rueda afirmou que a proposta “tem como finalidade colher resultado eleitoral” favorável ao governo, mas classificou a eventual mudança como “um assunto muito penoso” para o empresariado.

“Essa proposta é muito danosa para a economia e o setor produtivo. Ela é posta no ano eleitoral. A gente tem que ter inteligência e perspicácia para, dentro da política e do diálogo, tentar segurar essa proposta. É um desatino para a economia. Quem vai pagar essa conta é o consumidor, com a inflação”, disse.

Valdemar reconheceu, porém, que a tramitação do tema envolve dificuldades políticas.

Segundo ele e Rueda, parlamentares que disputarão a reeleição podem enfrentar resistência para votar contra a proposta, em razão do apelo popular da medida.

Propostas em debate

Tramitam na Câmara duas propostas de emenda à Constituição que tratam da redução da jornada de trabalho.

Atualmente, a Constituição estabelece jornada máxima de 44 horas semanais.

As propostas em discussão preveem diminuição dessa carga horária sem redução salarial.

Representantes do setor produtivo argumentam que a mudança pode ampliar custos operacionais e resultar em cortes de vagas.

O governo federal, que inicialmente planejava enviar um projeto próprio sobre o tema, avalia agora desistir da iniciativa.

Ainda assim, integrantes do Executivo indicam que não houve recuo em pontos considerados centrais, como a adoção da escala 5×2, com jornada de 40 horas semanais e manutenção dos salários.

Debate deve ganhar força em ano eleitoral

O embate em torno da jornada de trabalho ocorre em um contexto pré-eleitoral, o que tende a intensificar a disputa política em torno do tema.

Para líderes partidários contrários à proposta, o desafio será conter o avanço da matéria em comissões estratégicas.

Já para o governo e defensores da mudança, o debate envolve a reorganização das relações de trabalho e seus possíveis efeitos sobre emprego, renda e consumo.

A definição sobre o futuro da proposta dependerá da correlação de forças na Câmara e das negociações conduzidas nas próximas semanas.

Autor

Leia mais

Ministro Luiz Fuz, do STF

Ministro Fux, do STF, dá 48h à Corte para poder acessar inquéritos das Fake News e milícias digitais

Há 2 horas
Ministro Alexandre de Moraes, durante sessão do STF

Alexandre de Moraes, do STF, determina cumprimento da pena de mais uma ré nos atos de 8/1/23

Há 3 horas
Ministro Raul Araújo, do STJ, durante sessão

STJ debaterá em audiência pública, regras sobre direitos de pessoas com deficiência

Há 3 horas
Logo da casa de apostas Stake, de SP

Justiça autoriza que casa de apostas Stake mantenha atividades até o dia 25, mediante regras rigorosas

Há 3 horas
Sede do TSE em Brasília

TSE aciona Polícia Federal e MP para apurar mais de 30 mil ameaças feitas a servidores da Corte

Há 4 horas
Arma de fogo com registro sobre uma mesa

STF reafirma constitucionalidade dos novos prazos dos certificados de registro de armas de fogo

Há 5 horas