Gilmar Mendes, do STF, determina arquivamento de investigação contra vice na chapa de Flávio – – –
Senado prossegue, nesta quarta (7), com debates sobre a PEC do fim da escala 6×1 – – –
Presidenciáveis lutam por votos dos derrotados e pelo convencimento dos eleitores que se abstiveram – – –
STJ terá sessões virtuais para julgar recursos contra resultado da triagem de processos – – –
STJ afasta tentativa de homicídio de homem armado e contido por familiares antes de chegar à vítima – – –
Honorários não podem ser habilitados na falência sem verba expressamente fixada – – –
PSol do RJ apela ao TSE para que pedido de Garotinho seja desconsiderado – – –
Em BH, Igreja da Lagoinha e pastor são condenados por discurso de ódio contra mulheres – – –
Marinho diz que “Senado não vai mais se omitir” sobre crimes de responsabilidade de magistrados – – –
Comprador de ar-condicionado será indenizado após site sumir com o dinheiro – – –
Plenário do Senado Federal

Senado prossegue, nesta quarta (7), com debates sobre a PEC do fim da escala 6×1

Há 2 horas
Atualizado quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Da Redação

Apesar das divergências entre bancadas e ameaças de boicote às sessões, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 — a PEC 221/2019 — começou a tramitar no plenário do Senado na noite desta terça-feira (06/10) com a primeira sessão de discussão, em primeiro turno sobre a matéria.

A proposta, que tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário, foi aprovada no início do mês de setembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sob relatoria do senador Omar Aziz (PSD-AM). No plenário, a PEC precisa passar por cinco sessões de debates antes de ser votada em primeiro turno. 

Se aprovado, o texto segue para o segundo turno, com outras três sessões de discussão antes da decisão final. Uma PEC precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações, o que representa o apoio de pelo menos 49 senadores.

Quase 40 milhões de beneficiados

De acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a proposta pode beneficiar quase 40 milhões de brasileiros, “que poderão ter um dia a mais de descanso para passar com sua família”. Alcolumbre afirmou que a expectativa é que a discussão e a votação em primeiro turno ocorram nesta e na próxima semana. 

Ele incentivou o debate entre os senadores e disse que “cada parlamentar vota conforme sua consciência”. “É um momento importante para o Congresso e para a vida nacional”, frisou.

Mais eficiência no trabalho

Para o senador Paulo Paim (PT-RS), a redução da jornada significa mais eficiência no trabalho, modernização na economia e crescimento na produção. Paim disse defender uma jornada de 40 horas desde o tempo em que era deputado constituinte, em 1987. “A mudança parece simples, mas é muito profunda”, ressaltou. 

Segundo o senador, a redução permitirá ao trabalhador ter mais tempo para a família, para o estudo, para o lazer e até para consumir mais. “Trata-se de uma das mais importantes mudanças para o mundo do trabalho. Tempo é vida, tempo é riqueza. O trabalhador quer ter uma vida além do emprego. Isso não é privilégio, é dignidade”, afirmou.

Argumentos contrários

 Randolfe Rodrigues (PT-AP) lembrou que outras conquistas históricas para o trabalhador — como o 13º salário e leis de proteção — também tiveram que enfrentar argumentos contrários, como de possível aumento de desemprego e falência de empresas.

O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), foi o primeiro a mudar o tom ao destacar que ninguém pode ser contra o trabalhador ter mais tempo para a família. Ele disse, porém, que é preciso fazer um alerta, pois a PEC pode “criar mais problemas” do que deveria, por conta de limites enfrentados pelas empresas.

Oriovisto relatou que apresentou emendas para “aperfeiçoar a proposta”, mas as sugestões foram rejeitadas na CCJ. Ele reclamou que o Senado vai ser apenas “um carimbador, em nome de uma eleição”, e pediu mais tempo para debater a PEC.

Redução de 44 para 40 horas

A PEC reduz a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas. A proposta fixa período de até oito horas diárias, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto também estabelece repouso semanal remunerado de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.

A redução da jornada e a ampliação do repouso semanal remunerado se aplicam aos contratos vigentes, sem qualquer redução salarial — nominal, proporcional ou de outra natureza —, regra que também vale para os pisos salariais.

Regras de transição

A transição ocorre em duas etapas: dois meses após a publicação da emenda, a jornada máxima cai para 42 horas semanais; um ano e dois meses depois, chega a 40 horas. Durante essa transição, acordo ou convenção coletiva pode ampliar a jornada diária para acomodar as 42 horas semanais, desde que mantidos os dois dias de repouso.

Convenções coletivas também podem instituir compensação do repouso, desde que a média mensal garanta dois dias de folga por semana, com ao menos um dia a cada sete. Lei ordinária poderá prever regimes diferenciados de jornada e repouso, respeitados os limites constitucionais.

— Com Agência Senado

Autor

Leia mais

Ministro Gilmar Mendes, decano do STF, durante sessão da Corte

Gilmar Mendes, do STF, determina arquivamento de investigação contra vice na chapa de Flávio

Há 25 minutos
Presidente Lula e senador Flávio Bolsonaro, presidenciáveis que desputal o 2º turno das eleições

Presidenciáveis lutam por votos dos derrotados e pelo convencimento dos eleitores que se abstiveram

Há 2 horas
Sede do STJ em Brasília

STJ terá sessões virtuais para julgar recursos contra resultado da triagem de processos

Há 15 horas

STJ afasta tentativa de homicídio de homem armado e contido por familiares antes de chegar à vítima

Há 15 horas
Ministro Humberto Martins, do STJ, durante sessão

Honorários não podem ser habilitados na falência sem verba expressamente fixada

Há 16 horas
fachada do prédio do TSE

PSol do RJ apela ao TSE para que pedido de Garotinho seja desconsiderado

Há 17 horas