Por Hylda Cavalcanti
A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) está sendo marcada por bate-bocas. O primeiro, foi dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que subiram o tom durante um breve momento. Minutos depois, foi a vez de Gilmar Mendes também trocar acusações com Mendonça.
O decano do colegiado criticou o processo sobre irregularidades cometidas no caso do Banco Master, que têm como relator André Mendonça. Gilmar Mendes disse que há uma condução política e eleitoral no processo sobre o Master e que fica nítido que o objetivo é “estimular o caos e constranger os integrantes do Tribunal”.
Uso de policiais nos gabinetes
Na confusão entre Mendonça e Moraes, tudo aconteceu no período em que o ministro Luiz Fux falou sobre a atuação da Polícia Federal dentro da Corte. Fux ressaltou que nunca teve delegado da PF no seu gabinete, complementando a fala do decano do Tribunal, ministro Gilmar Mendes, que considerou “errado” levar delegados para atuarem dentro dos gabinetes de magistrados.
“Quem tem medo da Polícia Federal? Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que colocasse um colega na colaboração premiada?”, questionou Moraes. “Eu tenho testemunhas que o ministro André”, disse Moraes. “É mentira”, repudiou Mendonça.
Acusação de assimetria no julgamento
Com relação a Gilmar Mendes, quando o decano salientou que está sendo produzida uma assimetria no julgamento do caso Master e falou que submeter os ministros a certos “vexames” consiste em “atitude covarde e vil”, Mendonça prontamente respondeu.
“Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar Mendes. O senhor não está falando com qualquer um, respeite esta Casa”.
No que Mendes replicou “para exigir respeito o senhor tenha respeito”. Gilmar Mendes reiterou que considera o que está acontecendo “submeter a uma instituição que já vive todos os problemas que tem a este tipo de vexame é de uma falta de noção, de uma gravidade, que eu jamais vi”.
A sessão foi interrompida as 13h e tem previsão de retormada às 14h.