Presidente do TSE dá 24 horas à Meta para apresentar relatório técnico sobre canal ‘Exército do Lula’ – – –
TST aumenta 6x a indenização para gestante obrigada a vomitar em lata de lixo – – –
Médico condenado por ofensas a colega em denúncia ao conselho deve pagar R$ 3 mil – – –
Campanhas de Lula e Flávio entregam petição conjunta ao TSE para quebra de sigilos – – –
STF retoma julgamento sobre acesso a dados sigilosos em investigações criminais – – –
Após 240 dias de impasse, CNJ anula recusa e determina promoção no TJRN – – –
INSS não pode usar robôs para negar benefício sem permitir novas provas, decide STJ – – –
JF aceita denúncia e torna réus 12 integrantes da Voepass por acidente que matou 62 pessoas – – –
PF deflagra operação para desarticular esquema ilegal de investimentos por plataformas e criptomoedas – – –
Justiça barra bloqueio de contas de Romário em cobrança de R$ 845 mil – – –

TJRJ condena influencers por entregar bananas e macaco de pelúcia a crianças negras

Há 1 ano
Atualizado terça-feira, 19 de agosto de 2025

Da redação

Duas influenciadoras digitais, mãe e filha, foram sentenciadas a 12 anos de prisão em regime fechado por crime de racismo contra duas crianças em São Gonçalo. Kerollen Vitória Cunha Ferreira e Nancy Gonçalves Cunha Ferreira ofereceram bananas e macaco de pelúcia como “premiação” a meninos negros de nove e dez anos durante gravações para redes sociais em 2023.

A sentença foi publicada na segunda-feira, 18 de agosto. Na decisão judicial, a juíza Simone de Faria Ferraz, da 1ª Vara Criminal de São Gonçalo, determinou que as condenadas cumprirão pena em regime fechado, sem possibilidade de substituição por restrição de direitos. Cada vítima receberá indenização de R$ 20 mil.

Os crimes ocorreram entre março e maio de 2023, quando as crianças participaram de gravações. Nos vídeos, os meninos deveriam escolher entre receber uma pequena quantia em dinheiro ou um “presente misterioso”. As influenciadoras então entregaram objetos de conotação racista como premiação.

Magistrada destaca gravidade dos atos racistas

A juíza enfatizou em seu relatório que as rés zombaram das vítimas e monetizaram sua dor. “Ao fazer jocoso o anseio de crianças, entregando-lhes banana ou macaquinho de pelúcia, animalizando-as para além do humano, riram de suas opções cegas, em verdade, sem escolha”, declarou a magistrada ao tribunal.

A decisão judicial ressaltou que as ofensas podem ter consequências permanentes nas vítimas. A juíza destacou que talvez as crianças nunca se curem completamente dos danos psicológicos causados pelos atos discriminatórios. Os vídeos foram posteriormente publicados nas redes sociais das influenciadoras.

Crime de racismo não admite benefícios legais

O crime de racismo é considerado inafiançável e imprescritível pela constituição federal de 1988. A condenação em regime fechado reflete a gravidade dos atos cometidos contra as crianças. A magistrada foi categórica ao negar qualquer possibilidade de diminuição da pena.

“E, é nessa esteira de ódio e dor, que não há cabida para minorar os efeitos de tamanho racismo”, completou a juíza Simone de Faria Ferraz em sua decisão.

O processo tramitou sob o número 0801388-48.2024.8.19.0004 no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

A condenação representa um marco na luta contra o racismo nas redes sociais. O caso demonstra que práticas discriminatórias, mesmo quando disfarçadas de entretenimento digital, terão consequências penais severas.

Autor

Leia mais

Presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, durante sessão

Presidente do TSE dá 24 horas à Meta para apresentar relatório técnico sobre canal ‘Exército do Lula’

Há 2 minutos

TST aumenta 6x a indenização para gestante obrigada a vomitar em lata de lixo

Há 6 minutos

Médico condenado por ofensas a colega em denúncia ao conselho deve pagar R$ 3 mil

Há 13 minutos
Presidente Lula e senador Flávio Bolsonaro, presidenciáveis das eleições 2026

Campanhas de Lula e Flávio entregam petição conjunta ao TSE para quebra de sigilos

Há 40 minutos

STF retoma julgamento sobre acesso a dados sigilosos em investigações criminais

Há 3 horas

Após 240 dias de impasse, CNJ anula recusa e determina promoção no TJRN

Há 4 horas