O Chico das quebradas – – –
Para STJ, cooperativas de trabalho médico podem exigir processo seletivo e limitar número de vagas – – –
Justiça do DF garante consulta oncológica para paciente com tumor cerebral – – –
TJSP considera nula cláusula de não concorrência sem limite territorial fixada em franquia – – –
STJ afasta taxa Selic na restituição de valores apreendidos em medida cautelar criminal – – –
Moraes rejeita embargos e mantém perda do cargo de policial rodoviário aposentado para Silvinei Vasques – – –
Partidos negam controle sobre emendas parlamentares em resposta a Dino – – –
TJMG condena concessionária por acidente com cavalo – – –
Justiça mantém justa causa por assédio a aprendiz – – –
TST condena empresa por obrigar motorista a viajar – – –
Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais de Bolsonaro.

Moraes decreta prisão de Filipe Martins por descumprimento de medida cautelar

Há 8 meses
Atualizado sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Por Carolina Villela

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência da República durante o governo Bolsonaro. A decisão foi tomada no dia 31/12, após constatação de descumprimento de medida cautelar que proibia o uso de redes sociais, mas só foi publicada nesta segunda-feira (2), após o cumprimento da medida.

A prisão foi determinada depois que a Polícia Federal identificou, em 29 de dezembro, que Filipe Martins teria utilizado a rede social LinkedIn para buscar perfis de terceiros. O ministro havia dado prazo de 24 horas para que a defesa do ex-assessor prestasse esclarecimentos sobre o uso da plataforma. Embora a defesa tenha apresentado justificativas, alegando que as contas estavam sob gestão exclusiva dos advogados, Moraes considerou que houve violação das medidas impostas e determinou a expedição de mandado de prisão pela PF.

Defesa admite uso das redes sociais

A defesa de Filipe Martins reconheceu que houve acesso às redes sociais associadas ao nome do réu. No entanto, os advogados argumentaram que as contas e perfis estariam sob “custódia e gestão exclusivas da Defesa” como medida de acautelamento e controle. Segundo a manifestação, o objetivo seria “preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa”.

A defesa sustentou ainda que a gestão técnica das contas seria exercida “de forma silenciosa, não comunicacional e desprovida de qualquer exteriorização de vontade ou expressão de pensamento”. Os advogados afirmaram que não haveria “postagem, interação, trocas de mensagens ou qualquer outra forma de atuação comunicacional em plataformas digitais”.

Os defensores também alegaram que Filipe Martins “não detém credenciais de acesso e não pratica qualquer ato em tais plataformas desde período anterior à imposição das atuais restrições cautelares”. Segundo a defesa, as credenciais teriam sido cedidas para custódia exclusiva dos advogados logo após a decretação da prisão preventiva em 8 de fevereiro de 2024.

Ministro rejeita argumentos e decreta prisão

Ao analisar os esclarecimentos apresentados pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que não há “qualquer pertinência da alegação defensiva” sobre o uso das redes sociais para fins de organização de defesa. Na decisão, Moraes destacou que a própria defesa reconhece a utilização da rede social, configurando descumprimento claro da medida cautelar imposta.

O ministro enfatizou que “o acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas”. Segundo Moraes, ao fazer uso das redes sociais, Filipe Martins “ofende as medidas cautelares aplicadas, assim como, todo o ordenamento jurídico”.

Na decisão que decretou a prisão domiciliar em 26 de dezembro, Moraes já havia advertido expressamente sobre as consequências do descumprimento das medidas. “O descumprimento das regras da prisão domiciliar ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará” no restabelecimento da prisão preventiva, advertência que se concretizou cinco dias depois.

Histórico do caso e medidas cautelares

Filipe Martins ocupou o cargo de assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele também foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e ataques às instituições democráticas. O ex-assessor teve sua prisão preventiva decretada inicialmente em 8 de fevereiro de 2024, sob alegação de risco de fuga.

A conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar ocorreu em 26 de dezembro de 2025, quando Moraes impôs uma série de medidas cautelares que deveriam ser rigorosamente cumpridas. Entre as restrições estava a proibição expressa de utilização de redes sociais, seja diretamente ou por meio de terceira pessoa.

Autor

Leia mais

O Chico das quebradas

Há 1 dia

Para STJ, cooperativas de trabalho médico podem exigir processo seletivo e limitar número de vagas

Há 2 dias
Paciente que recebeu diagnóstico errado de câncer terá de ser indenizada por clínica

Justiça do DF garante consulta oncológica para paciente com tumor cerebral

Há 2 dias
Sede do TJSP

TJSP considera nula cláusula de não concorrência sem limite territorial fixada em franquia

Há 2 dias

STJ afasta taxa Selic na restituição de valores apreendidos em medida cautelar criminal

Há 2 dias
Ministro Alexandre de Moraes, do STF ao lado do ex-presidente da PRF, Silvinei Vasques

Moraes rejeita embargos e mantém perda do cargo de policial rodoviário aposentado para Silvinei Vasques

Há 2 dias