Lula diz que povo quer explicações do Judiciário e pede quebra de sigilo dos envolvidos no caso Master – – –
Sem citar crise, Fachin defende diálogo entre tribunais para aprimorar Justiça brasileira – – –
Ação em nome de pessoa já falecida no momento do ajuizamento deve ser extinta, decide o STJ – – –
Crise no STF leva ao cancelamento da sessão plenária desta quarta-feira – – –
Justiça reconhece união estável homoafetiva de nove anos e determina partilha de bens – – –
STF valida regras do TSE que permitem suspensão de diretórios partidários inadimplentes – – –
OAB/DF pede impeachment de Moraes e Toffoli e investigação de ministros do STF – – –
TST condena TV a indenizar gerente demitido nove dias antes de estabilidade – – –
Flávio Dino reverte afastamento de diretor-geral da PF determinado por Mendonça – – –
Entidades empresariais cobram do STF exame urgente e público da crise institucional – – –

Livro propõe novo paradigma jurídico para regulação da inteligência artificial com foco em direitos humanos

Há 5 meses
Atualizado terça-feira, 31 de março de 2026

Da redação

Diante do avanço acelerado da inteligência artificial e dos desafios que ela impõe ao ordenamento jurídico, o advogado Gáudio Ribeiro de Paula lança nesta terça-feira (31/3), em Brasília, o livro Desafios Regulatórios da Inteligência Artificial – Human Rights by Design, publicado pela Editora Manole. A obra propõe um novo paradigma regulatório para sistemas algorítmicos, colocando a dignidade humana como eixo central do desenvolvimento tecnológico. O evento de lançamento ocorre às 18h30, no Ernesto Cafés Especiais, na Caixa Cultural (SBS Q. 4 – Bl. A – Lotes 3/4 – Loja 1, Asa Sul).

A publicação parte de uma questão estruturante: como construir modelos regulatórios eficazes diante de tecnologias que evoluem em ritmo superior à capacidade legislativa dos Estados? A resposta oferecida pelo autor vai além das abordagens normativas tradicionais. De Paula defende que a regulação da inteligência artificial precisa ser incorporada desde a fase de concepção e desenvolvimento dos sistemas — e não apenas como resposta posterior a eventuais violações de direitos.

Human rights by design: da reação à prevenção

O conceito central da obra é o de human rights by design, que propõe a integração de princípios de direitos humanos no próprio desenho técnico das ferramentas de inteligência artificial. Trata-se de uma mudança de perspectiva significativa: ao invés de aguardar que impactos negativos se manifestem para então regulamentá-los, a abordagem antecipa riscos e os incorpora como variáveis obrigatórias no processo criativo das tecnologias.

Com esse enfoque, o livro articula Direito, tecnologia e filosofia em uma análise interdisciplinar que percorre a evolução histórica da IA, seus efeitos sobre direitos fundamentais e os modelos regulatórios adotados por diferentes países e blocos econômicos. O autor examina ainda metodologias tecnorregulatórias emergentes e aponta perspectivas para a governança algorítmica em um cenário de transformações constantes.

A proposta teórica ganha relevância especialmente no atual contexto de corrida global pela liderança em inteligência artificial, em que países como Estados Unidos, China e os membros da União Europeia disputam espaço, influência e capacidade de definir padrões regulatórios internacionais. Para Paula, ignorar os direitos humanos nesse processo não é apenas um erro ético — é um risco sistêmico para as democracias.

Trajetória que confere densidade à obra

Gáudio Ribeiro de Paula acumula cerca de 15 anos de experiência como assessor de ministros no Tribunal Superior do Trabalho (TST), além de atuação como instrutor e professor em instituições de ensino jurídico. É sócio fundador da SampLaw, escritório com atuação nas intersecções entre tecnologia, trabalho e direito. Essa trajetória confere à obra uma combinação pouco comum: rigor técnico-jurídico aliado à sensibilidade para os impactos práticos das normas no cotidiano das relações sociais e laborais.

A experiência acumulada no TST é particularmente relevante porque o mundo do trabalho figura entre os setores mais impactados pela automação e pelo uso de algoritmos para tomada de decisões — desde seleção de candidatos até monitoramento de desempenho e até demissões automatizadas. O livro, portanto, não se restringe ao campo teórico: dialoga diretamente com dilemas vividos por trabalhadores, empresas e magistrados no presente.

Voltada a juristas, pesquisadores, profissionais da área tecnológica e gestores públicos, a publicação se apresenta como referência para quem busca compreender — e enfrentar — os desafios regulatórios impostos por um ambiente tecnológico em permanente mutação, sem abrir mão da centralidade da pessoa humana.

Autor

Leia mais

Lula de chapéu com a bandeira do Brasil ao fundo/

Lula diz que povo quer explicações do Judiciário e pede quebra de sigilo dos envolvidos no caso Master

Há 51 minutos

Sem citar crise, Fachin defende diálogo entre tribunais para aprimorar Justiça brasileira

Há 1 hora
Ministro Antônio Carlos Ferreira, do STJ

Ação em nome de pessoa já falecida no momento do ajuizamento deve ser extinta, decide o STJ

Há 1 hora

Crise no STF leva ao cancelamento da sessão plenária desta quarta-feira

Há 3 horas

Justiça reconhece união estável homoafetiva de nove anos e determina partilha de bens

Há 5 horas

STF valida regras do TSE que permitem suspensão de diretórios partidários inadimplentes

Há 5 horas