Justiça de SP suspende veto à contratação de terceiros por transportadoras – – –
Sistemas eleitorais de 2026 recebem assinatura digital e lacração pelo TSE – – –
Justiça do PR determina reintegração de professora que não foi ouvida em PAD – – –
Plenário virtual do STF julga temas que impactam meio ambiente, igualdade racial e integridade política – – –
Cores do bambu, do violino e de uma exposição. Pela Osesp – – –
CNJ institui política nacional para aumentar efetividade das execuções judiciais e extrajudiciais – – –
Toda cooperativa de crédito pode penhorar as próprias cotas para quitar dívida de cooperado, decide STJ – – –
TST condena empresa a indenizar por coleta de sangue sem consentimento – – –
Fachin pede informações adicionais sobre procedimento de Moraes em inquérito – – –
STJ condena procurador municipal por uso de “prompt injection” em recurso – – –

Fachin e Alcolumbre discutem reforma da remuneração do serviço público e teto constitucional

Há 3 meses
Atualizado segunda-feira, 25 de maio de 2026

Da redação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se reuniram nesta segunda-feira (25) para debater o futuro anteprojeto de lei sobre a remuneração da magistratura brasileira. No encontro, que partiu de uma pauta específica sobre os salários dos juízes, também foi abordado o aperfeiçoamento de todo o sistema remuneratório do serviço público federal.

A proliferação de vantagens pecuniárias acessórias — como gratificações, adicionais, abonos e parcelas autônomas — tem sido apontada como um dos principais fatores que comprometem a transparência dos salários do funcionalismo e dificultam o cumprimento do teto constitucional estabelecido pelo artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal.

Vantagens acessórias no centro do debate

Um dos pontos centrais discutidos foi justamente o impacto dessas verbas acessórias sobre a folha de pagamentos do serviço público. Ao longo dos anos, a multiplicação de gratificações e adicionais criou um cenário em que a remuneração efetivamente recebida por servidores pode superar, na prática, o limite máximo previsto pela Constituição — o equivalente ao subsídio dos ministros do STF.

Essa distorção, além de gerar desigualdade entre carreiras e entes federativos, estimula o que os presidentes chamaram de “litigiosidade funcional”: a judicialização recorrente de disputas salariais por parte de servidores que buscam, na Justiça, o reconhecimento de vantagens que o Executivo ou o Legislativo não formalizaram diretamente.

A questão, segundo Fachin e Alcolumbre, tem caráter estrutural e não se resolve com medidas pontuais. A avaliação compartilhada pelos dois líderes é de que o problema exige uma solução legislativa ampla, que reorganize as bases do sistema remuneratório sem desvalorizar as carreiras públicas.

STF já tem jurisprudência consolidada sobre o tema

Outro ponto de destaque da reunião foi a menção à jurisprudência já consolidada pelo próprio Supremo Tribunal Federal. A Corte tem posição firme no sentido de considerar inconstitucionais as vantagens que ultrapassem o teto constitucional ou que sejam concedidas sem vinculação a uma prestação laboral específica — ou seja, sem que haja uma contrapartida clara de trabalho ou função exercida pelo servidor.

Esse entendimento do STF reforça a necessidade de que qualquer reforma no sistema remuneratório do serviço público parta de bases sólidas do ponto de vista jurídico. A existência de uma jurisprudência consolidada sobre o assunto facilita a tarefa do legislador, mas também cria um parâmetro exigente que qualquer proposta precisará respeitar.

Para os presidentes, o alinhamento entre o que o Judiciário já decidiu e o que o Legislativo pretende normatizar é fundamental para evitar que uma eventual reforma seja, ela própria, contestada nos tribunais logo após sua aprovação.

Diálogo será ampliado ao Executivo e outras instituições

Como principal encaminhamento da reunião, ficou definido que os diálogos institucionais sobre o tema terão continuidade — e serão ampliados. O Poder Executivo, que também é parte diretamente interessada em qualquer reforma salarial do funcionalismo, será chamado a integrar as discussões, assim como outras instituições e entidades ligadas ao serviço público.

O objetivo é reunir sugestões de diferentes setores e construir propostas que sejam tecnicamente robustas, politicamente viáveis e juridicamente seguras. A participação de múltiplos atores é vista como condição necessária para que qualquer mudança no sistema tenha legitimidade e efetividade.

Autor

Leia mais

Sede do TJSP

Justiça de SP suspende veto à contratação de terceiros por transportadoras

Há 1 dia

Sistemas eleitorais de 2026 recebem assinatura digital e lacração pelo TSE

Há 1 dia
Edifício sede do Tribunal de Justiça do Paraná

Justiça do PR determina reintegração de professora que não foi ouvida em PAD

Há 1 dia

Plenário virtual do STF julga temas que impactam meio ambiente, igualdade racial e integridade política

Há 1 dia

Cores do bambu, do violino e de uma exposição. Pela Osesp

Há 1 dia
Sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

CNJ institui política nacional para aumentar efetividade das execuções judiciais e extrajudiciais

Há 1 dia