STM mantém condenação de cabo do Exército por apresentação de documentos falsos – – –
Três vezes Scorsese – – –
Nova resolução do CNJ permite ao órgão monitorar ordens de bloqueio de créditos – – –
Regime prisional não retroage para desconstituir tempo de pena em regime aberto, decide TJSP – – –
Defesa diz que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram modificados após apreensão pela PF – – –
Juiz que beneficiou réu do 8 de Janeiro escapa de inquérito no STF, mas segue sob análise do CNJ – – –
Certidões de óbito de pessoas mortas por policiais terão de detalhar contexto, além da causa médica – – –
TSE pede para Congresso incluir na Lei da Ficha Limpa inelegibilidade de quem comete violência doméstica – – –
STJ nega novo recurso apresentado pela defesa do ex-jogador Robinho, que cumpre pena em Limeira (SP) – – –
Ministro Alexandre de Moraes, do STF, determina arquivamento de inquérito contra youtuber Monark – – –

Defesa de Robinho pede ao STF que retire classificação de hediondo do crime de estupro pelo qual ele foi condenado

Há 5 meses
Atualizado sábado, 6 de junho de 2026

Da Redação

A defesa do ex-jogador de futebol Robinho protocolou pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja retirada a classificação de crime hediondo aplicada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) à sua condenação por estupro — uma tese que, se aceita, reduziria significativamente as restrições impostas ao cumprimento da pena no Brasil.

Preso desde 2024, Robinho cumpre pena por estupro na Itália

Robinho está preso desde março de 2024, em São Paulo, após o STJ homologar a sentença proferida pela Justiça italiana. Ele foi condenado a nove anos de prisão pelo envolvimento no estupro coletivo de uma mulher dentro de uma boate em Milão, em 2013.

A homologação da sentença estrangeira pelo STJ foi necessária para que a pena pudesse ser cumprida em território brasileiro, procedimento previsto na legislação e em acordos de cooperação jurídica internacional.

Defesa alega que STJ agravou a pena original ao aplicar lei brasileira

Em petição protocolada na segunda-feira (1º), os advogados do ex-jogador sustentam que, ao determinar o cumprimento da sentença italiana, o STJ acrescentou um elemento punitivo inexistente na condenação original: a incidência da Lei dos Crimes Hediondos.

Segundo a defesa, a hediondez não existe na legislação italiana e, portanto, não poderia ser incorporada pelo tribunal brasileiro ao executar uma pena estrangeira. Para os advogados, a aplicação da norma nacional representa um agravamento da punição que extrapola o que foi decidido pela Justiça da Itália.

Classificação restringe progressão de regime e saídas temporárias

A classificação de um crime como hediondo gera consequências práticas relevantes para o cumprimento da pena. Entre as restrições, estão a proibição de saídas temporárias — as chamadas saidinhas — e a exigência de cumprimento de 70% da pena em regime fechado antes de qualquer progressão ao semiaberto.

Sem a incidência da Lei dos Crimes Hediondos, essas exigências seriam consideravelmente menores, o que poderia antecipar eventuais benefícios para Robinho durante o cumprimento da pena.

Defesa nega busca por privilégio e apela à fidelidade ao título estrangeiro

Os advogados de Robinho rejeitam a interpretação de que o pedido visa beneficiar o réu de forma indevida. Conforme declaração da defesa à Agência Brasil, a tese sustentada no habeas corpus é a de que o ex-jogador deve cumprir no Brasil exatamente a pena fixada pela Justiça italiana — “nem mais, nem menos”.

A petição enfatiza que o objetivo é garantir fidelidade ao título estrangeiro, sem acréscimos decorrentes da legislação brasileira que não tinham correspondência na sentença original proferida na Itália.

Informações com Agência Brasil.

Autor

Leia mais

Cabos do Exército durante desfile

STM mantém condenação de cabo do Exército por apresentação de documentos falsos

Há 3 dias

Três vezes Scorsese

Há 3 dias
Edifício-sede do CNJ em Brasília

Nova resolução do CNJ permite ao órgão monitorar ordens de bloqueio de créditos

Há 3 dias
Sede do TJSP

Regime prisional não retroage para desconstituir tempo de pena em regime aberto, decide TJSP

Há 3 dias

Defesa diz que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram modificados após apreensão pela PF

Há 3 dias
Homem depredando relógio histórico no Palácio do Planalto em 8/1/23

Juiz que beneficiou réu do 8 de Janeiro escapa de inquérito no STF, mas segue sob análise do CNJ

Há 3 dias